sábado, 24 de agosto de 2019

24 de agosto de 2019

Sob pressão externa, Bolsonaro autoriza tropas na Amazônia dizem as manchetes.  O agravamento da crise internacional provocada pelas queimadas na Amazônia levou o governo brasileiro a mudar de tom. Em pronunciamento na TV, Bolsonaro adotou tom mais moderado e prometeu tolerância zero contra crimes ambientais. Hora de “abaixar fogo”, escreve @Folha em editorial. China e EUA se retaliam, e dólar vai a R$ 4,12. Moeda americana subiu, após decisão da China de impor sobretaxas a mais de 5 mil produtos dos EUA. Mercosul fecha acordo de livre comércio com bloco de Suíça, Noruega, Islândia. Aqui, abaixo, resumo das capas:
https://blogdajornalistavandacelia.blogspot.com/


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24 de agosto de 2019

O Globo

Manchete: Sob pressão externa, Bolsonaro autoriza tropas na Amazônia

Presidente diz que incêndios não podem ser ‘pretexto para sanções’.

Diante da crescente pressão diplomática e comercial da Europa e do Canadá, motivada pelas queimadas na Floresta Amazônica, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que autorizou o envio de tropas para “conter o avanço de queimadas” e “combater atividades ilegais” na região. Em pronunciamento em rádio e TV, no qual adotou tom moderado, disse que incêndios florestais não podem “servir de pretexto para possíveis sanções internacionais”. Durante sua fala, houve panelaços no Rio, em São Paulo e em outras cidades. Manifestantes protestaram ontem em diversos pontos do mundo. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que Bolsonaro mentiu sobre compromissos climáticos. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu defender o Brasil na reunião do G7. A crise pode prejudicar o acordo comercial entre Mercosul e UE. Páginas 34 a 36

Entre os que mais importam, 4 países da UE

Holanda, Alemanha, Espanha e Itália estão entre os dez maiores compradores de produtos brasileiros, em receita. página 35

Dólar vai ao maior nível em 11 meses

Moeda americana chegou a R$ 4,1267 após decisão da China de impor sobretaxas a mais de 5 mil produtos dos EUA. Página 23

Ao pedir revisão da decisão do STF sobre Coaf, Moro irrita Bolsonaro

Clima entre presidente e ministro azedou após Moro pedir a Toffoli para rever decisão de restringir relatórios do ex-Coaf. página 6

Graça Foster, ex-presidente da Petrobras, vira alvo da Lava-Jato

Ex-executiva é suspeita de não ter impedido atos de corrupção na estatal e de ter favorecido o BTG Pactual, de André Esteves. página 8

MÍRIAM LEITÃO - O risco é de tempestade perfeita Pág.24

EDITORIAL - Bolsonaro é eficiente ao construir a crise Página 2

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro manda tropas à Amazônia e repudia sanções

Presidente promete ‘tolerância zero’ a crimes ambientais; militares vão combater desmatamento e queimadas.

Em pronunciamento na TV na noite de ontem, Jair Bolsonaro disse que as queimadas na Amazônia não podem ser pretexto para sanções internacionais, prometeu “tolerância zero” com crimes ambientais e anunciou o envio das Forças Armadas para a região. Pressionado por líderes europeus e pela repercussão negativa dos incêndios na floresta, o presidente autorizou a atuação de militares no combate ao fogo e contra o desmatamento, a pedido dos governadores da região. A operação será feita por meio de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), usada em situações excepcionais. Apesar das críticas, Bolsonaro também recebeu apoio. EUA, Espanha e Japão manifestaram solidariedade. Houve atos ontem em várias cidades do Brasil e do mundo em defesa da Amazônia. Metrópole / Págs. De A20 a A28

Economia estuda corrigir poupança pela inflação

A equipe econômica estuda atrelar a rentabilidade da poupança ao IPCA, o índice oficial da inflação. A aplicação é hoje remunerada pela TR - que está zerada -, mais 70% da taxa básica de juros, a Selic. Com os juros em 6%, a remuneração das cadernetas é atualmente de 4,20% ao ano. A meta de inflação do BC é de 4,25%. Para os poupadores, o impacto da mudança dependerá da regra adotada e se haverá ou não porcentual adicional ao IPCA. Págs. B1 e B3

EUA e China acirram guerra; Bolsas caem

O presidente Donald Trump anunciou que elevará, em 1.° de outubro, de 25% para 30% a tarifa sobre US$ 250 bilhões de produtos chineses. O gesto foi uma resposta à taxação extra anunciada por Pequim sobre cerca de US$ 75 bilhões em produtos americanos. Com o acirramento da guerra comercial, Bolsas caíram. No Brasil, o dólar fechou o dia cotado a R$ 4,12. economia/pág. B6

Crise ambiental

Salles: ‘História de patrimônio da humanidade é bobagem’ Pág. A28

França e Irlanda ameaçam bloquear acordo comercial Pág. A22

Cenário: papel dos militares na Amazônia é incerto Pág. A20

Governador de Roraima, do PSL, nega queimadas Pág. A26

Graça Foster vira alvo da Lava Jato Política / Págs. A12 e A13

STJD punirá clubes por homofobia da torcida Esportes / Pág. A29

Mercosul faz pacto com bloco europeu - Bloco sul-americano fechou acordo comercial com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, integrantes da Associação Europeia de Livre-Comércio (EFTA) . Economia/Pág. B7

Entrevista: Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República - Se Doria quer ser candidato, Bolsonaro é adversário’ - A estratégia de João Doria (PSDB) de se afastar de Jair Bolsonaro é endossada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Se o governador quiser ser candidato, Bolsonaro não é aliado”, disse. Para FHC, eventual fusão PSDB-DEM não significa guinada tucana à direita. política/pág. A4

ADRIANA FERNANDES - A equipe econômica está amarrada ao debate do Pacto Federativo e de regras de política fiscal que não servem mais ao País. pág. B6

NOTAS & INFORMAÇÕES

Fed, juros e o jogo de Trump - Uma nova queda de juros nos EUA será boa para o Brasil. Com dinheiro acessível, ficará mais fácil atravessar com menor turbulência as próximas etapas do ajuste. pág. A3

A lei e as liminares - Numa medida correta, Jair Bolsonaro vetou projeto de lei que impunha prazo para julgamento de processo judicial. pág. A3

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Folha de S. Paulo

Manchete: Sob pressão, Bolsonaro promete tolerância zero com desmate ilegal

Presidente, ameaçado por europeus, diz na TV que queimadas não podem ser pretexto para sanções
Sob crescente pressão internacional, o presidente Jair Bolsonaro autorizou o uso das Forças Armadas para combater as queimadas na Amazônia Legal, por meio de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Em pronunciamento na TV à noite, Bolsonaro adotou tom mais moderado e prometeu tolerância zero contra crimes ambientais. Durante o discurso, houve panelaço em bairros de São Paulo, Rio, BH e Porto Alegre. Segundo ele, “espalhar dados e mensagens infundadas” dentro e fora do país não contribui para uma solução. O presidente afirmou que incêndios florestais não podem servir de pretexto para sanções internacionais.

A fala foi recado à França, que o acusou de mentir sobre compromissos climáticos e, por isso, não aprovará o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, firmado em junho. A Irlanda também acenou com veto. Franceses e alemães devem incluir as queimadas na pauta da reunião do G7, que começa hoje. Protestos contra o desmate ocorreram em várias cidades do Brasil e do exterior Mundo A18, Ambiente A20 e Mercado A27

Trump oferece ajuda contra incêndios, e Brasil negocia com Israel A22

Saiba mitos e verdades da Amazônia — que não é o pulmão do mundo A25

Análise Mauro Zafalon - Agro é sempre 1ª vítima de disparates do governo A31

Análise Marcelo Leite - Presidente ateou o fogo da desinformação A24

Análise M. AIencastro - No G7, Macron buscará ostracizar Bolsonaro A14

Alerta de ministra fez governo rever suas ações

A ministra Teresa Cristina (Agricultura) alertou que o comportamento agressivo do presidente levaria o Brasil à condição de vilão ambiental e teria implicações econômicas sérias. Uma reunião foi convocada para convencer Jair Bolsonaro a adotar um plano de contingenciamento para a crise. Ficou definido que caberia ao Exército, que se considera um guardião da região, dar a principal resposta à opinião pública. Ambiente A20

China e EUA se retaliam, e dólar vai a R$ 4,12

O governo da China informou ontem que aplicará mais 10% em tarifas sobre US$ 75 bilhões de produtos americanos, em resposta a medida similar dos EUA.


Horas depois, Donald Trump reagiu e anunciou que elevará de 25% para 30% a sobre taxa para US$ 250 bilhões em artigos chineses, a partir de 1° de outubro.


Ele ainda criticou o presidente do Fed, que questionou a política comercial. Sob tensão, o dólar foi a R$ 4,12, maior cotação desde setembro de 2018. Mercado A30

PF faz buscas nas residências de André Esteves e Graça Foster A4

Doria sanciona lei que libera cesárea no SUS sem indicação B1

Homicídios em SP caem 26% em julho e atingem patamar inédito B3

Mundial em templo japonês do judô é teste para a Olimpíada B6

 

Municipal exibe ópera sobre abuso sexual escrita por mulheres C1

Fernando Haddad - A injustiça não me impedirá de caminhar ereto - A acusação, contra mim, de usar recursos de caixa 2 para serviços gráficos não declarados virou condenação por serviços declarados e supostamente não realizados, pagos com recursos lícitos. opinião A2

Editoriais A2

Abaixar o fogo - Acerca de crise provocada pelo aumento do desmate.

Omissão de Moro - A respeito de pressões de Bolsonaro sobre a PF.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

23 de agosto de 2019


Nas manchetes: Queimadas na Amazônia provocam reação mundial; Amazônia vira crise internacional; Queimadas acuam governo; Bolsonaro realiza reunião de emergência para discutir incêndios; Governo preocupado com possibilidade de serem adotadas barreiras aos produtos brasileiros. Exército se une a Bolsonaro em defesa da soberania sobre Amazônia - NASA corrobora alertas do Inpe sobre alta no desmatamento @MiriamLeitao:Estamos queimando nossa herança @MervalPereira:Teoria da conspiração não ajuda. STF forma maioria contra redução de salário e jornada de servidores; PF realiza nova fase da Lava Jato sobre pagamentos de propina que constam da delação de Palocci.  Aqui, abaixo, resumo das capas:
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23 de agosto de 2019

O Globo

Manchete: Amazônia vira crise internacional

Após crítica da ONU e proposta de Macron de discussão no G7, governo cria gabinete emergencial e deve enviar Exército à região. Após críticas do secretário-geral da ONU, António Guterres, e do presidente da França, Emmanuel Macron, que propôs discussão sobre as queimadas na Amazônia na cúpula do G7, neste fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro reagiu e montou um gabinete de crise para tratar do tema. Depois de acusar os governadores da região de conivência com os incêndios, Bolsonaro começou a procurar os estados, ontem, para avaliar a necessidade de enviar tropas para combater o fogo. O governo está preocupado com a possibilidade de serem adotadas barreiras aos produtos brasileiros. Páginas 29 a 31

Tensão com PF distancia Bolsonaro de Moro

‘Sou eu que indico o diretor-geral’, diz presidente
Em mais um sinal de distanciamento em relação ao ministro da Justiça, Sergio Moro, o presidente Bolsonaro disse ter a prerrogativa de trocar o diretor-geral da Polícia Federal. “Está na lei. Eu que indico, e não o Sergio Moro”, disse. Para pessoas próximas a Moro, Bolsonaro terá que assumir o ônus de demitir seu ministro mais popular. página 4

‘Nova CPMF’ pode ter teste de um ano com alíquota de 0,22% - Imposto para substituir contribuição sobre folha teria alíquota inicial de 0,22%, que subiria gradativamente. Página 25

STF forma maioria contra redução de salário de servidor - Seis dos 11 ministros do Supremo já votaram, mas o julgamento foi suspenso devido à ausência de Celso de Mello. página 23

MIRIAM LEITÃO - Estamos queimando nossa herança Página 24

MERVAL PEREIRA - Teoria da conspiração não ajuda Página 2

BERNARDO MELLO FRANCO - Marina lamenta desmantelamento Página 5

ANA LUCIA AZEVEDO - Reputação do país está sendo incinerada Página 29

PEDRO DORIA - Vale do Silício enfrenta seu maior embate Página 26

RUTH DE AQUINO - ‘Banana’, não; melhor fruta seria o abacaxi Segundo Caderno

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Queimadas na Amazônia provocam reação mundial - Macron diz que problema deve ser discutido no G-7 e é criticado por Bolsonaro, que volta a atacar ONGs

Políticos, comunidade científica e personalidades reagiram ontem às queimadas recordes na Amazônia com críticas às diretrizes do governo Bolsonaro para a área. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o problema é uma“crise internacional”, que deve ser discutida no encontro do G-7. Ele foi rebatido por Bolsonaro, para quem o francês “evoca mentalidade descabida no século 21”. O presidente voltou a culpar “ONGs que não trabalham para o bem do Brasil”. O vice, Hamilton Mourão, falou em “má-fé” de quem vê crise na região e ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas afirmou que questão “ultrapassa os limites do aceitável na dinâmica das relações internacionais”. Órgãos técnicos federais, Congresso e o agronegócio temem prejuízo à imagem do País e aos negócios. Metrópole/ Págs. A18 a A20

Exército pode ser chamado - Em reunião de emergência de Bolsonaro com 8 ministros, foi discutido uso do Exército no combate ao fogo e a edição de decreto de Garantia da Lei e da Ordem. pág. A20

Bolsonaro ameaça tirar indicado por Moro para PF
Insatisfeito com a resistência à indicação de um novo superintendente para a Polícia Federal no Rio, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou demitir o diretor-geral, Maurício Valeixo. “Se eu não posso trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral”, afirmou Bolsonaro. “Se eu trocar hoje, qual o problema? Está na lei que eu que indico e não o Sérgio Moro.” Apesar de o presidente ter o poder de nomeação, é praxe que o chefe da PF seja escolhido pelo ministro da Justiça, política/ pág. A4

Autonomia ganha relator - Há 10 anos na Câmara, PEC que dá autonomia à PF ganhou relator. Proposta prevê que a PF poderá definir sua estrutura e como usar os recursos. pág. A4

Com verbas bloqueadas, ministérios têm risco de apagão - A falta de recursos ameaça os serviços e programas de 13 ministérios e órgãos do governo federal já no mês de setembro. Entre os serviços que poderão ser paralisados, estão os da Receita Federal e os repasses do Minha Casa, Minha Vida para imóveis destinados a famílias com renda de até R$ 1,8 mil. O governo vai apresentar ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um plano para a obtenção de R$ 20 bilhões em receitas. economia/pág. B4

STF barra corte de salário de servidor - Corte formou maioria para impedir que Estados e municípios possam reduzir jornada de trabalho e salário de servidores. Rodrigo Maia (DEM-RJ) sugeriu que o assunto seja tratado numa PEC. pág. B3

Entrevista: SALIM MATTAR - Secretário de desestatização - ‘A venda das joias da Coroa ocorrerá no seu tempo’. Ele nega que o primeiro pacote de privatizações tenha sido tímido e diz que mais dois lotes devem ser anunciados neste ano. Banco do Brasil, Petrobrás e Caixa, as joias da Coroa”, não estão incluídos. “Estamos sendo cautelosos.” economia/pág. B5

FERNANDO GABEIRA - Intervenção de Bolsonaro em instituições como Coaf, Receita e PF é uma ação de famílias. E não só a dele. espaço aberto/ pág. A2

CELSO MING - O mais provável é que o dinheiro da nova CPMF vá para o caixa geral. E, a qualquer hora, governo poderá elevar alíquota, economia/ pág. B2

Notas & Informações

Sem consumo, o País encalha - Com muita demora, o governo decidiu proporcionar algum estímulo ao consumo. Falta conferir se produzirá alívio sensível para as famílias em dificuldades. pág. A3

Timidez nas privatizações - É salutar o debate sobre o tema, mas, na campanha, Bolsonaro prometeu vender 50 estatais no primeiro mandato. pág. A3

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Folha de S. Paulo

 

Manchete: Queimadas acuam governo, que opta por ampliar críticas

País vira tema mundial, Macron pede ação do G7, e Bolsonaro vê sensacionalismo. Diante do aumento da pressão internacional em razão do avanço das queimadas pelo país, o governo Bolsonaro redobrou o discurso contra os críticos. Mais uma vez, não apresentou provas. Emmanuel Macron exortou o G7 a discutir o assunto no fim de semana. Jair Bolsonaro reagiu e declarou que o presidente francês foi “sensacionalista” ao usar foto antiga em sua postagem. Mais cedo, Onyx Lorenzoni (Casa Civil) disse que as queixas dos europeus sobre a política ambiental visam “estabelecer barreiras ao crescimento e ao comércio de bens e serviços do Brasil”. A repercussão mundial ganhou escala. Celebridades, esportistas e políticos, entre outros, pediram providências. Atos no país e em frente a embaixadas no exterior foram marcados. B1

Ministro propõe criar força-tarefa com mineradoras e ONGs B4

Nasa corrobora alertas do Inpe sobre alta no desmatamento B1

Com 500 mil hectares em chamas, Evo ataca mídia - Incêndios estão ocorrendo na Bolívia há três semanas, onde o fogo já consumiu 500 mil hectares de bosques, florestas, pastos e campos de cultivo. A Sylvia Colombo, o presidente Evo Morales afirmou que “está havendo muita exploração midiática, já está sendo controlado”. O governo do Peru decretou estado de alerta em suas fronteiras com Brasil e Bolívia. Ambiente B2

Bolsonaro mira PF, e cúpula estranha silêncio de Moro - Depois de anunciar troca na superintendência do Rio, Jair Bolsonaro colocou em xeque a cúpula da PF. “Se eu não posso trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral”, disse. Causou estranheza no órgão o ministro da Justiça não se manifestar. Poder A4

STF faz maioria contra cortar salário de servidor

O plenário do Supremo formou ontem maioria para declarar inconstitucional a redução de jornada e do salário de servidores para ajuste de gastos com pessoal. Seis dos 11 ministros da corte votaram contra essa permissão aos governos, que consta em um dispositivo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No entanto, o presidente Dias Toffoli encerrou a sessão sem concluir o julgamento, alegando que o voto de Cármen Lúcia diferia dos demais contrários ao corte. A liberação desse trecho da LRF é um pleito de estados em crise financeira. Com a suspensão, ministros podem mudar o voto quando o tema for retomado. Mercado A19

Imprensa comete suicídio e está no fim, diz presidente - Jair Bolsonaro disse que a imprensa está “cometendo um suicídio” e “acabando” não só pela economia ruim, mas “porque não se acha verdade ali”. Ele criticou a repercussão de sua declaração sobre a suspeita de ONGs por trás da onda de queimadas. Poder A12

Entrevista: PAUL ROMER  - Ser vago é um jeito de dizer falsidades- Nobel de Economia, o ex-economista-chefe do Banco Mundial diz que o órgão por vezes diz inverdades com linguagem imprecisa. Para Romer, cientistas devem se esforçar mais para persuadir quem duvida de evidências como o aquecimento global. Mercado A22

Presidente afirma estar disposto a discutir nova CPMF com Guedes A21

General da reserva é o quinto a ocupar diretoria que cuida do Enem B5

Editoriais A2

Ou ele ou ele - Sobre opção do PSDB pela permanência de Aécio.

Transparência de ocasião - Acerca de divulgação seletiva de dados do BNDES.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

22 de agosto de 2019

As notícias que mais repercutem nas redes sociais: Governo planeja vender Correios e mais 16 estatais – Onyx: “Haverá estudos também sobre Petrobras”. PSDB contraria Doria e mantém Aécio; Senado aprova Liberdade Econômica, sem trabalho dominical; Bolsonaro vê ação de ONGs nas queimadas. Governadores do Norte são ‘coniventes’ diz presidente.  Queimadas na Amazônia são captadas por satélite da Nasa; governo usa verba doada por Noruega e Alemanha para combater os incêndios. De 1º de janeiro até anteontem, houve 74.155 focos de incêndio no País, 84% mais do que em 2018. Mato Grosso lidera. Chuva cinza em São Paulo - Análise mostrou que água escura teve como origem queimadas em matas de Brasil, Paraguai e Bolívia. Aqui, abaixo, resumo capas:

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O Globo

Manchete: Governo planeja vender Correios e mais 16 estatais - Haverá estudos também sobre a Petrobras, diz o ministro Onyx.

O governo anunciou a ampliação de seu programa de privatização, que abrangerá 17 empresas, entre elas Correios e Telebras, novidades na lista divulgada após reunião do presidente Bolsonaro com o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A carteira do PPI está estimada em R$ 1,3 trilhão e deve chegar a R$ 2 trilhões com as inclusões feitas ontem. Segundo analistas, a medida é sinal positivo para investidores e para o ajuste fiscal. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que será estudada a venda da Petrobras. páginas 19 e 20

PSDB rejeita expulsão de Aécio, sob protesto de Doria página 7

Senado aprova Liberdade Econômica, sem trabalho dominical - Às vésperas do fim do prazo de validade da medida provisória da Liberdade Econômica, o Senado aprovou o texto que facilita abertura e fechamento de empresas e melhora o ambiente de negócios. Foi excluído, entretanto, o dispositivo que autorizava o trabalho aos domingos e feriados. Para o secretário da Previdência, Rogério Marinho, faltou mais discussão, e governo deve voltar ao assunto. página 21

Falta de recursos compromete relatórios, diz Coaf Página 4

Câmara amplia posse de arma em área rural Página 7

Bolsonaro vê ação de ONGs nas queimadas - Governadores do Norte são ‘coniventes’ diz presidente. Em meio aos esforços dos estados da Amazônia para conter focos de incêndio que tomam a floresta, o presidente Bolsonaro disse que governadores da região são “coniventes” com a situação. E afirmou que ONGs estariam por trás do aumento das queimadas, em retaliação ao corte de verbas, sem mostrar indícios concretos. página 26

Edital de séries é suspenso, e secretário sai

Após o presidente Bolsonaro reclamar de projetos sobre diversidade de gênero que disputavam financiamento público para séries de TV, o edital foi suspenso. Demitido, o secretário especial de Cultura, Henrique Pires, criticou filtros temáticos: “Não vou bater palmas para censura”. segundo caderno

Homicídios caem, e mortes em confronto sobem

O Estado do Rio teve 194 registros de mortes decorrentes de intervenção policial —o antigo auto de resistência —em julho, o maior número desde o começo da série histórica, em 1998. De janeiro a julho já são 1.075 casos, segundo o ISP. Homicídios dolosos caíram 25% em julho em relação ao mesmo mês no ano passado. página 10

MERVAL PEREIRA - Fusão de PSDB e DEM reforça candidatura de centro página 2

MIRIAM LEITÃO: Órgãos técnicos sofrem ingerência por interesses políticos página 20

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Equipe econômica defende ‘nova CPMF’ com alíquota de 0,22% - Contribuição Social sobre Transações e Pagamentos compensaria desonerações.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu publicamente a criação de um imposto federal sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF. A proposta em estudo tem por objetivo compensar a redução dos tributos cobrados das empresas sobre a folha de pagamento dos funcionários. A proposta é que o novo imposto, batizado de Contribuição Social sobre Transações e Pagamentos (CSTP), tenha alíquota de 0,22% - a da CPMF era de 0,38% - e não incida sobre aplicações na Bolsa, renda fixa e poupança, entre outros investimentos. A equipe econômica avalia que a possibilidade de criação de empregos formais após a desoneração da folha pode convencer Jair Bolsonaro da importância do imposto compensatório - o presidente é contra a nova cobrança. Hoje, a contribuição previdenciária sobre a folha é de 20%, e a área econômica calcula que pode cair para entre 11% e 12%, até chegar à desoneração total. economia/pág. B1

MP passa no Senado, mas sem trabalho aos domingos

O texto da Medida Provisória da Liberdade Econômica, que reduz burocracia para empresas, foi aprovado ontem, mas o Senado derrubou autorização para o trabalho aos domingos e feriados. Essa permissão era defendida pela equipe econômica. Como a MP perderia a validade na próxima semana, o Planalto concordou com a retirada do item. Com isso, a MP não precisará voltar à Câmara. economia/ pág. B3

A favor dos Estados - Estados ganharam 87% das ações contra a União envolvendo questões fiscais que chegaram ao STF entre 1988 e 2017, segundo estudo, pág. B5

Correios e mais 8 estatais entram na lista da privatização - Os Correios encabeçam a lista de nove estatais incluídas no programa de privatizações e liquidações. O governo, no entanto, reconhece que o processo pode ser longo. A empresa tem monopólio do serviço postal e do correio aéreo nacional assegurado pela Constituição, que teria de ser modificada. Da relação também constam Telebrás, ABGF, Emgea, Serpro, Dataprev, Ceagesp, Codesp e Ceitec. economia/ pág. B6

‘Tímido e frustrante’ - Para a economista Elena Landau, o programa de privatizações de Bolsonaro é “tímido e frustrante". “Nem Valec nem EBC foram incluídas." pág. B7

Verba do exterior no combate a incêndios

Queimadas na Amazônia são captadas por satélite da Nasa; governo usa verba doada por Noruega e Alemanha para combater os incêndios. De 1º de janeiro até anteontem, houve 74.155 focos de incêndio no País, 84% mais do que em 2018. Metrópole/ Pág. A16

Chuva cinza em São Paulo

Análise mostrou que a água escura da chuva de segunda-feira teve como origem queimadas em matas de Brasil, Paraguai e Bolívia. Pág. A16

ANATEL analisa fusão de AT&T e Warner

O conselho diretor da Anatel deve discutir hoje, em reunião extraordinária, a compra do Grupo Warner Media pela AT&T,dona da Sky no País. A fusão, vetada pela lei brasileira atual, é defendida por Donald Trump e será analisada após lobby do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Economia/Pág. B8

PSDB contraria plano de Doria e mantém Aécio

O PSDB rejeitou a expulsão do deputado Aécio Neves (MG). A decisão é vista como parte de resistência do partido à estratégia do governador João Doria de acirrar o clima de confronto com Jair Bolsonaro (PSL).Doria defendia a saída de Aécio visando às eleições de 2022. política / pág. A4

Câmara amplia uso de armas em áreas rurais

A Câmara aprovou projeto de lei que libera a posse de arma em toda área de uma propriedade rural - e não apenas no interior da residência, como diz a lei atual. E a primeira lei pró-arma do governo Bolsonaro. Texto vai para sanção. metrópole/pág. A19

Mantega terá de usar tornozeleira, decide juiz Política/Pág. A10

BRASILIO SALLUM JR. - Em meio ao caos aparente e à polarização política, estamos construindo um novo regime político, que poderá ser melhor. Espaço aberto / pág. A2

VERÍSSIMO - O exercício do poder sem controles pode parecer uma forma de loucura, ainda mais se o poderoso já tem tendência autocrática. Pág. C8

Notas & Informações

Apologia do abuso de poder - Ao ignorar o conteúdo do projeto de lei aprovado e tecer críticas infundadas, o que se vê é a tentativa de manter a impunidade do abuso de autoridade. Pág. A3

Muito cedo para pacto federativo - O ministro Paulo Guedes avança o sinal, perigosamente, ao iniciar essa discussão. Pág. A3

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Folha de S. Paulo

Manchete: Senado suprime trecho e não altera trabalho aos domingos

Para Casa, tema não tem relação com MP da Liberdade Econômica, que vai à sanção
O plenário do Senado aprovou ontem a medida provisória 881, que reduz burocracias e limita o poder de regulação do Estado. Em votação simbólica, a maioria decidiu que o trabalho aos domingos e feriados, que foi incluído na Câmara, não tinha relação com o projeto. “É um corpo estranho”, disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que articulou a derrubada. A regra aprovada pelos deputados previa repouso obrigatório no domingo apenas a cada quatro semanas. Hoje, para ter o trabalhador nesse dia, é preciso pagar em dobro. A decisão foi uma derrota para o governo, que defendia a medida como estimulo à criação de vagas de emprego. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que avaliará uma forma de retomar a discussão, mas não sabe se será por novo projeto de lei.
Como a flexibilização de trabalho aos domingos e feriados foi declarada irregular, a MP não precisa voltar para uma nova análise da Câmara, que aprovara a proposta na semana passada.
O texto segue agora para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Mercado A29

Executiva do PSDB rejeita expulsão de Aécio Neves

A executiva do PSDB decidiu rejeitar dois pedidos de expulsão de Aécio Neves, em uma derrota para João Doria e Bruno Covas. A ofensiva contra o deputado mineiro foi patrocinada pelo governador de São Paulo, que trabalha para ser candidato à Presidência em 2022. Venceu a tese de que a expulsão impulsionaria a criminalização da política. Poder A4

Governo planeja privatizar estatais, parques e presídios

Em busca de receita, governo ampliou o escopo de projetos que deseja conceder à iniciativa privada. Foram listados no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) mais nove estatais, presídios, escolas, creches e parques nacionais. Mercado A25 a A27

Anatel cede e deve aprovar compra da Warner pela AT&T

Para atender a um pedido de Jair Bolsonaro, a Anatel deve aprovar a compra da Time Warner p ela gigante americana de telecomunicações AT&T, um negócio de US$ 85 bilhões que envolveu 18 países e agora só aguarda aval da agência brasileira. Mercado A30

Operação Lava Jato mira desafeto de Marcelo Odebrecht

A 63a fase da operação prendeu Maurício Ferro, ex-diretor da empresa, considerado estratégico para a apuração de esquemas de propina ainda desconhecidos. A Lava Jato pediu também a prisão do ex-ministro Guido Mantega, mas ele usará tornozeleira eletrônica. Poder A6

Entrevista: MARC MORGAN - Desigualdade ajuda a explicar Bolsonaro - Para o economista Marc Morgan, membro da equipe do Relatório da Desigualdade Global, a perda de renda pela alta classe média acabou pesando no processo eleitoral, favorecendo a vitória de Jair Bolsonaro em 2018. Mundo A20

Secretário deixa cargo e reclama de censura na Cultura

Após o governo Bolsonaro suspender edital de projetos para TVs públicas que previa séries com temática LGBT, o secretário especial da Cultura, Henrique Pires, disse que deixará o cargo por não admitir filtros no setor. O Ministério da Cidadania nega a acusação de censura. Ilustrada C4

Sem evidências, presidente relaciona queimadas a ONGs

Jair Bolsonaro (PSL) classificou como criminosa a série de queimadas pelo país e disse, sem apresentar provas, que entidades de proteção ambiental podem estar envolvidas nos incêndios ilegais. Declarou, também sem nominar, que há governadores na região Norte coniventes com os atos.
Com 72.843 focos de janeiro até segunda (19), o país registra aumento de 83% em relação a igual período de 2018. Mato Grosso lidera.Também ontem, o Ibama abriu edital para contratar monitoramento por satélite da Amazônia, serviço que o Inpe, criticado pelo presidente, já faz. Ambiente B5

Auditores da Receita fazem protestos contra ingerência do governo A10

Supremo julga hoje possibilidade de reduzir salário de servidores A28

Mortes provocadas por policiais atingem maior nível em 20 anos no RJ B1

 

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