sexta-feira, 29 de março de 2019

NOTA SOBRE GOLPE DE 1964


A renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961, desencadeou o golpe de 1964. Com a posse do vice João Goulart, também conhecido como Jango, o ambiente político radicalizou. A democracia passou a ser atacada à esquerda (que lutava pelo comunismo) e à direita (que implantou a ditadura militar).

FATOS:

12 DE SETEMBRO DE 1963 - cerca de 600 sargentos da Aeronáutica e fuzileiros navais da Marinha cortam as comunicações do país e prendem os presidentes da Câmara e do Supremo Tribunal Federal. Eles protestavam contra uma decisão do STF que excluía suboficiais de se candidatarem em eleições. A revolta só foi contida 12 horas depois.

OUTUBRO DE 1963 — Jango tentou implantar o estado de sítio, o que permitiria a ele derrubar os governadores Adhemar de Barros (São Paulo) e Carlos Lacerda (Guanabara). Apesar do fracasso, a manobra intensificou a oposição dos dois ao presidente, que a partir daí começa a buscar apoio na militância de esquerda.

13 DE MARÇO 1964 — Jango fez comício na Central do Brasil, no Rio e selou aliança com as esquerdas e o movimento sindical afirmando que governará o país com o apoio das esquerdas.

25 DE MARÇO: Marinheiros se rebelaram contra a cúpula da Marinha no Rio, exigindo melhores condições de trabalho e apoiando as reformas de base propostas por Goulart. O presidente anistiou os rebelados, contrariando as Forças Armadas, que viram no aval uma quebra da hierarquia e da disciplina.

30 DE MARÇO DE 1964 — no Automóvel Clube do Rio, Jango discursou para sargentos e defendeu as "reformas de base", o que incluía distribuir latifúndios improdutivos para os camponeses.

MADRUGADA DIA 31 MARÇO — general Olympio Mourão Filho partiu com tropas de Juiz de Fora (MG) em direção à Guanabara para “derrubar o presidente”.

31 DE MARÇO DE 1964 — general Amaury Kruel, comandante do Exército em São Paulo, até ali um aliado de Jango, passa para o outro lado. Os generais Castello Branco e Arthur da Costa e Silva também resolvem aderir à conspiração.

1º DE ABRIL - MEIO-DIA   — Jango deixa o Rio de Janeiro rumo a Brasília e anuncia que seguirá para o Rio Grande do Sul, sua terra de origem. Seu movimento é interpretado como admissão de derrota, de rendição.

2 DE ABRIL – MADRUGADA — O presidente do Congresso Nacional, Senador Auro de Moura Andrade, formaliza a deposição de João Goulart ao declarar vaga a Presidência da República. O então deputado Almino Affonso, que estava na sessão do Congresso de 2 de abril de 1964 diz: “O golpe aconteceu no dia 2 de abril”.

2 DE ABRIL – MEIO DIA – O Senador Auro de Moura Andrade (SP) diz que Jango  "abandonou o governo" e que a nação está "acéfala, numa hora gravíssima da vida brasileira".

2 DE ABRIL – O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Álvaro Ribeiro da Costa, e o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, vão ao Palácio do Planalto para empossar o presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, na Presidência da República. O deputado ficaria no comando por dez dias.

11 ABRIL DE 1964 — Congresso Nacional elegeu Castello Branco para presidir o Brasil por 361 votos favoráveis e 72 abstenções.

OUTROS GOLPES — Proclamação da República, em 1889, foi fruto de um golpe militar.

1930 — Na década de 20, as "revoltas tenentistas" desgastariam a República Velha, levando Getúlio Vargas a tomar o poder em 1930.

1937 - Instalação do Estado Novo por Getúlio com apoio dos militares.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Parafuso da crise dá mais uma volta 28 de março 2019



De um lado, Jair Bolsonaro, formado pela infantaria, a mais combativa força do Exército, composta por soldados que lutam em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas. Do outro Rodrigo Maia, que em meio às crises costuma lembrar que tem uma irmã gêmea, logo, “sabe lidar com pressão desde o útero”. Neste ambiente bélico,  o parafuso da crise deu mais nova volta ontem. Abaixo as notícias:  

28 de março de 2019

O Globo

Manchete: Troca de insultos entre Bolsonaro e Maia alimenta crise política

Em audiência no Senado, Guedes afirma que pode sair, mas não na primeira derrota.
A troca de insultos entre o presidente Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, acirrou a crise entre os Poderes, que dificulta a tramitação da reforma da Previdência e de outros projetos do governo, como o pacote anti-crime do ministro Moro.


QUESTÕES PESSOAIS - Em entrevista, Bolsonaro disse que Maia estaria “abalado com questões pessoais”. Maia reagiu afirmando que Bolsonaro estava “brincando de presidir o Brasil”, e o presidente respondeu: “Não é palavra de quem comanda uma Casa’. Ontem, a desarticulação política abriu flanco para que seis ministros fossem expostos às críticas de líderes partidários, na Câmara e no Senado, onde Paulo Guedes, da Economia, enfrentou cinco horas de questionamentos.

 

EM GUERRA - Ele afirmou que pode sair se sua agenda não passar, mas não na primeira derrota. Os deputados ameaçam mudar a medida provisória da reforma que instituiu 22 ministérios. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio, lamentou: “Estamos numa guerra sem logística e sem munição” (Páginas 4,6 e 17)

Vélez ‘não está dando certo’, diz presidente - Na Câmara, o ministro da Educação, Vélez Rodríguez, citou medida do traficante colombiano Pablo Escobar, seu conterrâneo, para afastar jovens das drogas. Em entrevista à Band, o presidente Bolsonaro criticou gestão da pasta e disse que vai conversar com Vélez após viagem a Israel. Coordenador do Enem se demitiu. (Página 25)

Sem alternativas, Brexit de May volta à pauta - A Câmara dos Comuns manteve impasse sobre o Brexit ao rejeitar oito propostas de transição para a saída do Reino Unido da União Europeia. Com isso, ganha sobre vida a proposta da premier Theresa May, já recusada duas vezes, mas que pode ir a votação de novo amanhã. May prometeu renunciar após fechar o acordo. (Página 22)

Antes de Brumadinho - Lucro da Vale cresceu 24% e chegou a R$ 25 bilhões em 2018(Pág.21)

EDITORIAL: Falta de articulação cobra seu preço (Página 2)

MERVAL PEREIRA: Cada vez que Bolsonaro fala, surge uma crise (Página 2)

MIRIAM LEITÃO: Já perdemos um trimestre na educação (Página 18)

BERNARDO MELLO FRANCO: Assustado, Guedes faz mea-culpa (Página 5)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Temor sobre Previdência derruba Bolsa e eleva o dólar - Ida de Paulo Guedes ao Senado não contornou situação; ministro diz não ter apego ao cargo.

CÂMARA X GOVERNO - O mercado reagiu ontem às incertezas em relação à aprovação da reforma da Previdência e à queda de braço entre Câmara e governo, que levou à aprovação da PEC que limita os gastos do Executivo. O Ibovespa caiu 3,57% e o dólar atingiu a maior cotação desde 1.º de outubro, antes das eleições, fechando o dia em R$ 3,95, alta de 2,24%. A situação não melhorou com a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado – pelo contrário.

PAULO GUEDES - Questionado se deixaria o governo caso as mudanças nas regras da aposentadoria não forem aprovadas, Guedes disse que não tem apego ao cargo, mas não o deixará por causa de um primeiro revés. “Não terei a irresponsabilidade de sair na primeira derrota”, afirmou aos senadores, na audiência de cinco horas. O ministro, no entanto, admitiu que o “principal opositor do governo é ele mesmo” e reclamou de críticas desferidas por parlamentares do PSL, partido de Jair Bolsonaro. ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4

Guedes, entre bombeiro e equilibrista - Desabafos constantes de Paulo Guedes são interpretados mais como uma tentativa de barrar a desidratação da reforma da Previdência do que uma ameaça real de deixar o governo. Problemas com o Congresso ainda colocam o ministro no papel duplo de equilibrista e bombeiro. Como bombeiro, atua para baixar a temperatura da guerra entre Bolsonaro e Maia. Como equilibrista, diz que não se pode “demonizar” negociações com o Congresso. PÁG. B4

Bolsonaro e Maia trocam insultos em público - Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia tiveram ontem nova rodada de bate-boca público. Em entrevista à Band, o presidente voltou a insinuar que Maia ataca o governo por estar “abalado” com a prisão de Moreira Franco, padrasto de sua mulher. O presidente da Câmara retrucou, dizendo que “abalados estão os brasileiros, que esperam que o Brasil comece a funcionar”, e afirmou que Bolsonaro “brinca de presidir o País”. O presidente replicou e classificou declarações de “irresponsáveis”. PÁG. A8

Câmara ameaça votar repasse de R$ 39 bi a Estados- No rastro da votação da PEC do Orçamento impositivo, deputados ameaçam analisar projeto que obriga o governo a repassar R$ 39 bilhões aos Estados, como compensação da Lei Kandir, que desonerou o ICMS das exportações. Guedes diz que o TCU isentou a União da dívida. ECONOMIA / PÁG. B7

Deputados perdoam multas a partidos - A Câmara aprovou ontem o texto-base do projeto que prevê perdão de multas a partidos políticos que não aplicaram recursos de forma adequada e livra diretórios de sofrerem sanções da Receita Federal por não cumprirem determinações legais. Na próxima semana, os deputados analisam emendas. POLÍTICA / PÁG. A10

Rússia diz que Brasil na Otan eleva tensão-A Rússia criticou uma eventual entrada do Brasil na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), defendida por Donald Trump na visita de Jair Bolsonaro aos EUA. Os russos alegam que a aliança militar não prevê latino-americanos e que a posição de Trump não favorece a distensão. INTERNACIONAL / PÁG. A14

Violência pode dar em divórcio automático - Deputados aprovaram ontem projeto de lei que permite que vítimas de violência doméstica peçam divórcio automático. Medida precisa passar no Senado. METRÓPOLE / PÁG. A17

Dia de explicações - Sete dos 22 ministros, entre eles Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça) e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação), participaram ontem de audiências no Congresso para dar explicações sobre seus trabalhos à frente das respectivas pastas. Enfrentaram perguntas mais ríspidas, mas também houve recepções amistosas, com direito a selfies. POLÍTICA / PÁG. A10

Aniversário do golpe de 64 vai parar na Justiça - A ordem do dia do Ministério da Defesa sobre o aniversário do golpe de 1964 foi divulgada em meio a polêmica sobre a orientação do presidente aos quartéis de comemorar a “data histórica”. Uma juíza federal o intimou em ação contrária e o MPF recomendou a unidades militares que não façam festejos. POLÍTICA / PÁG. A4

3 barragens da Vale têm alerta para rompimento (Metrópole / Pág. A19)

ZEINA LATIF – Gravidade - Um cenário sem reforma não interessa a ninguém. No entanto, o risco de um governo que pouco entrega na agenda econômica é concreto.PÁG. B10

WILLIAM WAACK - Foi ditadura, e daí? Como parte do cacoete de palanque digital, Bolsonaro dá a 64 relevância que não tem e retroalimenta seguidores mais aguerridos de “polêmicas”. POLÍTICA / PÁG. A8

NOTAS & INFORMAÇÕES –

Não é brincadeira -A Câmara mandou uma clara mensagem ao presidente Jair Bolsonaro: não está para brincadeira. PÁG. A3

O MEC preocupa - O modo como o governo Bolsonaro vem conduzindo o Ministério da Educação (MEC) é escandaloso. PÁG. A3

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Folha de S. Paulo

 

Manchete: Bolsonaro provoca de novo, Maia reage e crise se agrava - Deputado declara que presidente está 'brincando de presidir o país' e tentativa de reaproximação naufraga.

MAL-ESTAR - No mais novo capítulo da crise política, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RI), protagonizaram ontem novo embate público, o que agravou o mal-estar entre o Executivo e o Legislativo.

QUESTÕES PESSOAIS - Em um dia em que ministros e lideranças do governo tentaram restaurar canais de comunicação, Bolsonaro voltou a provocar Maia em entrevista à TV Bandeirantes, afirmando que o deputado está “um pouco abalado com questões pessoais”.

BRINCADEIRA - Como já havia feito no fim de semana, o presidente se referia à prisão de Moreira Franco, casado com a sogra de Maia. O deputado reagiu rápido. Para ele, Bolsonaro está “brincando de presidir o Brasil” e “está na hora de a gente parar de brincadeira.”

IRRESPONSABILIDADE-
“Não existe brincadeira da minha parte, muito pelo contrário”.  É uma irresponsabilidade”, retrucou o presidente, no final da tarde, em São Paulo, onde se encontrou com empresários na casa de Elie Horn, fundador do grupo imobiliário Cyrela. As farpas desanimaram integrantes da equipe do presidente. As declarações ofuscaram a ida de Paulo Guedes (Economia) ao Senado. O vice Hamilton Mourão buscou arrefecer o clima. “Houve algum ruído. Maia é imprescindível no processo.” (Poder A4)

Presidente afirma que a Folha é ‘toda a fonte do mal’ na imprensa ( Poder A4)

Bolsa despenca 3,6% e dólar fecha no maior valor desde lo. turno (Mercado A23)

VINÍCIUS TORRES FREIRE - Quanto custa manter o mito Bolsonaro (Mercado A24)

LAURA CARVALHO - Emprego vale mais que fanatismo, diz eleitor (Mercado A26)

BRUNO BOGHOSSIAN - Ministros expõem imagem de gestão sem rumo (Opinião A2)

Para Guedes, governo enfrenta a si mesmo - O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou ontem a capacidade de articulação do PSL, partido do presidente, no Congresso. O ministro falou por cinco horas a uma comissão do Senado. A reforma da Previdência, apesar de não estar na pauta, dominou a audiência.

“Algo está falhando do nosso lado. É assustador”, disse, externando insatisfação. Ele defendeu que a sigla feche questão em apoio à reforma. Guedes comentou sobre a mudança no Orçamento aprovada na Câmara, classificando-a como disputa de espaço político. (Pag. A19)


Presidente diz que regime militar não foi ditadura - Em entrevista, Jair Bolsonaro disse que não houve ditadura no Brasil e que, como um casamento, todo regime “tem alguns probleminhas”. O chanceler Ernesto Araújo endossou o discurso do presidente. Na ordem do dia, a cúpula militar fez defesa contida de 1964 e celebrou a democracia. (Poder A8)

Ex-presidente do Inep chama Vélez de limitado - Marcus Rodrigues nega ter suspendido prova de alfabetização, e disse que a decisão veio do próprio ministério. Critica a falta de projeto da pasta e a limitação de Vélez. (Cotidiano B3)

Faixas com tom político são barradas em estádios - Torcedores portaram cartaz contra a reforma da Previdência, por exemplo, em jogo em Pernambuco. A polícia, com aval de federações, busca vetar essas manifestações. (Esporte B6)

Editorial

Represália perigosa - Sobre votação de PEC que eleva despesa obrigatória.

Homicida confesso - Acerca de crimes imputados ao terrorista Battisti. (Opinião A2)


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quarta-feira, 27 de março de 2019

27 de março de 2019 Notícias



Câmara mostra força, desafia Planalto e aprova limite a poder de gasto do governo – Esta é a matéria em destaque das capas dos jornais. Derrota ocorreu por 453 votos a 6 em meio a crise de Bolsonaro x Rodrigo Maia. Texto que engessa 97% do Orçamento — ou seja é p contrário do que Paulo Guedes defende — vai ao Senado.  Abaixo, as principais notícias deste 27 de março de 2019:

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Folha de S. Paulo

Manchete: Líderes criam frente para mudar texto da Previdência - Desconstitucionalização é alvo de deputados, que aprovam PEC para liberar emendas.  

Líderes da Câmara decidiram que vão mudar o texto da reforma da Previdência - Representantes de 13 partidos se posicionaram contra as alterações no benefício para miseráveis e nas regras de aposentadoria rural. O grupo também é contra a desconstitucionalização das regras da Previdência. O governo reagiu, e o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) ligou para os deputados e foi à Câmara ouvir as principais reivindicações.

ORÇAMENTO IMPOSITIVO - A Câmara ainda aprovou em primeira votação PEC que obriga a execução do Orçamento de emendas de bancadas estaduais por 448 votos a 3. O governo é contra o texto, que dificulta o remanejamento de despesas.

 

PAULO GUEDES - Horas antes, o ministro Paulo Guedes faltou a reunião na CCJ, que não havia definido relator. Irritados, os deputados se recusaram a ouvir secretário especial da Previdência, Rogério Marinho. (A17/18/ A20)

Petrobras vai reajustar diesel no mínimo a cada 15 dias - Em meio a uma nova onda de insatisfação dos caminhoneiros, a Petrobras anunciou ontem mudanças em sua política de preços para o diesel e o lançamento de um cartão para compras do combustível apreço fixo em postos BR. As medidas, porém, não demoveram os transportadores autônomos de planejar para o próximo sábado (30) carreata para pressionar o governo. Além do preço do diesel, eles reclamam do não cumprimento da tabela de fretes. (Mercado A24)

Disputa pela PGR deflagra lobby de procurador militar - Chefe do Ministério Público Militar, Jaime de Cássio Miranda encaminhou ofício ao presidente Jair Bolsonaro para saber sobre escolha do sucessor de Raquel Dodge na Procuradoria. Poder A4)

Presidente do Inep sai após mais um recuo de Vélez - Um dia após cancelar a avaliação de alfabetização, Ricardo Vélez Rodríguez revogou a medida, o que fez Marcos Vinicius Rodrigues sair do Inep. Desarticulação do MEC escancara riscos para ações educacionais do país. (Cotidiano B1)

Criticado, governo decide alterar time de comunicação (Poder A12)

Grupo paramilitar cerca Assembleia na Venezuela - Políticos da Assembleia Nacional, de maioria opositora, foram cercados na tarde de ontem no prédio onde o órgão funciona em Caracas. Comboio do líder Juan Guaidó e jornalistas foram atacados pelos coletivos na saída. (Mundo A14)

ELIO GASPARI - O pesadelo do sono de Bolsonaro - Em uma de suas internações os médicos conferiram a qualidade do sono de Jair Bolsonaro e registraram 89 breves interrupções por hora. E perguntaram: “Como é que você consegue raciocinar?”. Sono é coisa séria. (A10)

EDITORIAIS

Festejo indevido - Sobre ideia de celebrar os 55 anos do golpe militar (A2)


A conta do diesel - Acerca de concessões equivocadas a caminhoneiros (A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Câmara mostra força e limita poder de gasto do governo - PEC aprovada por ampla maioria torna obrigatório pagamento de despesas que hoje podem ser adiadas.

EM VOTAÇÃO RELÂMPAGO, a Câmara aprovou ontem, em dois turnos, proposta de emenda constitucional que diminui poder do governo de manejar o Orçamento e torna obrigatório o pagamento de despesas que hoje podem ser adiadas, como emendas de bancadas estaduais e investimentos em obras.

PSL DE BOLSONARO - A previsão é de que o grau de engessamento das contas chegará a 97% – atualmente, é de 93%. Aprovado com mais de 400 votos nas duas etapas – incluindo deputados do PSL de Bolsonaro –, o projeto representa considerável derrota do Planalto e faz parte de um “pacote de maldades” lançado pelos parlamentares, descontentes com a falta de interlocução com o governo.

RETALIAÇÃO - Depois de trocar farpas com Bolsonaro nos últimos dias, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou que a medida seja uma retaliação. “Não cabe retaliação a ninguém, pelo amor de Deus. É o Legislativo reafirmando suas atribuições. É assim em qualquer democracia do mundo”, afirmou.

DAVI ALCOLUMBRE - A PEC segue agora para o Senado – o presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já afirmou que terá “total apoio” na Casa. Os deputados também querem votar um projeto que limita o poder do presidente de editar medidas provisórias. POLÍTICA / PÁG. A4

Guedes adia ida à CCJ - O ministro da Economia, Paulo Guedes, desistiu ontem de ir à CCJ da Câmara, o que desagradou aos parlamentares. O ministro argumentou que ainda não havia um relator da reforma da Previdência, mas ele foi orientado a não ir para evitar ataques. ECONOMIA / PÁG. B8

Corte de R$ 30 bi deve prejudicar funcionamento de ministérios- O corte de R$ 30 bilhões no Orçamento federal deve afetar o funcionamento de ministérios, informam Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli. A proposta é bloquear 21% das despesas com custeio e investimentos não obrigatórios. Saúde e Educação serão as únicas pastas poupadas. Com a medida, gastos não obrigatórios ficarão em R$ 90 bilhões, menor valor da série histórica, iniciada em 2008. ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4

Vice reúne 700 empresários em evento na Fiesp - Hamilton Mourão foi ontem o centro das atenções de dois eventos com empresários e executivos do País. Em discurso para 700 dirigentes ligados à Fiesp, ele defendeu o diálogo do governo com parlamentares e pediu confiança no Executivo. À noite, participou de jantar oferecido por Paulo Skaf. POLÍTICA / PÁG. A8

Sem cortar tropa, projeto de militares custa R$ 23 bi - A economia de R$ 10,4 bilhões em 10 anos, prevista com a reforma da previdência dos militares, só será possível com o corte de 10% do efetivo, ou 36 mil dos 368 mil postos atuais. Sem a redução, a proposta teria custo de R$ 23 bilhões ao longo dos próximos anos, o que não foi aceito pela equipe econômica. ECONOMIA / PÁG. B7

Com ameaça de greve, estatal muda política de diesel - A Petrobrás anunciou medidas favoráveis a caminhoneiros, que articulam greve. Empresa mudou a política de preços do diesel, uma das causas da crise de 2018, e criou o “cartão caminhoneiro”.
ECONOMIA / PÁG. B16

Novo recuo de Vélez mostra MEC à deriva - Depois de 15 exonerações, decisões polêmicas e 6 recuos, o Ministério da Educação (MEC) se mostra à deriva. Ontem, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez desfez medida tomada no dia anterior – sem que ele soubesse – de não avaliar crianças em fase de alfabetização.

FALTA DE ARTICULAÇÃO - Segundo analistas de educação, o episódio aponta falta de articulação. Ele tem dificuldade para montar a equipe, já foi desautorizado pelo Planalto e tem auxiliar que acumula duas secretarias. No Inep, deve assumir o general Mamede de Brito Filho, que não trabalha com educação. METRÓPOLE / PÁG. A14

CPI da Lava Toga é arquivada pela 2ª vez (Política / Pág. A10)

MONICA DE BOLLE - Bolsonaro cria ruído e está cercado de gente que gosta de comprar brigas inúteis. PÁG. B2

NOTAS & INFORMAÇÕES

O ‘abacaxi’ da Previdência - Paulo Guedes foi designado por Jair Bolsonaro como articulador da reforma da Previdência no Congresso, como se isso bastasse para aplacar os ânimos hostis à proposta. PÁG. A3

Estado de Direito preservado - Ignorar os requisitos legais da prisão preventiva agride o Estado Democrático de Direito. PÁG. A3

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O Globo

Manchete: Câmara desafia Planalto e aprova limite a poder de gasto do governo - Derrota por 453 votos a 6 ocorreu após Paulo Guedes desistir de explicar reforma da Previdência a deputados e ida de Onyx ao Congresso.

GUEDES E ORÇAMENTO - Em desafio ao governo, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, desistir de ir à Câmara explicar a reforma da Previdência, os deputados aprovaram, em dois turnos — 453 a 6, na segunda votação —, proposta de emenda constitucional que estava parada desde 2015 e torna o Orçamento ainda mais impositivo, limitando o poder de gasto do Executivo. A proposta, que vai ao Senado, opõe-se a uma das bandeiras de Guedes: a desvinculação de todas as despesas.

ONYX LORENZONI - Treze partidos declararam apoio oficial à reforma da Previdência, mas exigiram que a aposentadoria rural e o benefício pago a pessoas com deficiência e idosos em situação de pobreza sejam mantidos como estão hoje. “Precisamos, com humildade, paciência e resiliência, construir um caminho de entendimento”, admitiu o ministro da Casa Civil, que se reuniu às pressas com líderes no Congresso, mas não evitou a votação. Em meio à crise, que se arrasta desde a semana passada, o presidente Bolsonaro foi de manhã ao cinema. (PÁGINA 21)

MÍRIAM LEITÃO - Câmara manda recado forte à equipe econômica (PÁGINA 22)

BERNARDO MELLO FRANCO - Presidente briga até com o passado (PÁGINA 8)

ELIO GASPARI - Bolsonaro procura firmar-se criando tensões (PÁGINA 3)

MERVAL PEREIRA - Defesa de Lula tenta chicana na Justiça Eleitoral (PÁGINA 2)

Petrobras anuncia reajuste do diesel a cada 15 dias - O preço do óleo diesel nas refinarias da Petrobras será reajustado a cada 15 dias e não mais a cada sete dias, como ocorria desde janeiro, com o fim do subsídio do governo federal ao combustível. A estatal vai lançar ainda o Cartão Caminhoneiro. Para analistas, medidas visam evitar nova greve dos caminhoneiros. (PÁGINA 23)

FOTO-LEGENDA - As seis mil vagas oferecidas pelo Mutirão do Emprego — da prefeitura de São Paulo e do Sindicato dos Comerciários — levaram 15 mil pessoas ao Vale do Anhangabaú, no Centro da capital. Previsto para acabar na sexta-feira,o mutirão vai se estender por dez dias. (PÁGINA 23)

Relato de Cabral põe Fisco do Rio na mira da Lava-Jato - Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, o ex-governador Sérgio Cabral confessou, pela primeira vez, que recebeu propinas de uma empresa em troca de concessões tributárias. Relato abre nova linha de investigação da Lava-Jato, sobre corrupção na área fiscal do estado. (PÁGINA 6)

Brasileiros presos por venda de falsa cidadania na Itália - Sete brasileiros foram presos na Itália acusados de vender cidadania fraudada. Autoridades estimam que mais de 800 títulos de nacionalidade podem ser invalidados. Um padre também foi detido, suspeito de falsificar certidões de batismo. (PÁG.26)

VENEZUELA EM CRISE - Novo apagão leva governo a decretar feriado (PÁGINA 25)

IDAS E VINDAS - MEC anula portaria da véspera e exonera presidente do Inep (PÁGINA 28)