domingo, 2 de março de 2014

Coisa de gênio



FÁBIO PORCHAT

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Poste

02 de março de 2014 | 2h 13

 

FÁBIO PORCHAT - O Estado de S.Paulo

Amarrei no poste mesmo! O cara tava roubando uma idosa na minha frente. Deu um soco na barriga dela. Uma senhora de 80 anos. Pra que isso? Me deu uma raiva daquele moleque. Na hora, dei-lhe uma porrada, ele caiu no chão e eu amarrei mesmo. A polícia não faz nada. Alguém precisa tomar alguma atitude. E as pessoas ao meu redor aplaudiram, hein. Claro, alguém que finalmente teve a coragem de dar a cara a tapa. Cadê os direitos humanos pra cuidar da velhinha que quebrou uma costela? Aí se esconde, né? Só que um babaca resolveu vir tirar satisfação. Veio com o papo de que eu não podia fazer isso. Amigo, fica na tua! Vai se meter com a sua vida, otário! Eu não tô aqui interferindo na vida de ninguém, tô fazendo a minha parte! O cara tentou libertar o bandido, não teve jeito: poste nele. Amarrei o idiota no poste. Do ladinho do amiguinho ladrão dele. Não gosta tanto? Conversa aí então, seu merda!

O cara da CET veio entender o que tava acontecendo, chegou querendo meter uma de dono da lei... Queridão, eu conheço tua laia. Fica multando geral só pra poder ganhar comissão em cima do cidadão de bem. Eu tenho nojo dessa indústria da multa. Eu já tava meio que de ovo virado, o cara veio crescendo pra cima de mim, não tive dúvida: poste! O mundo não precisa desse tipo de gente, entendeu?

Uma mulher, acho que irmã do cara da CET, veio tentar ajudar. Sei, vestida com aquela roupinha de puta vem querer ajudar? Tá na cara que faz programa. E se passa uma criança ali e vê aquilo? Uma mulher da vida balançando o rabo daquele jeito? Poste nela! É claro que por ser mulher, veio uma gente desavisada tentando ajudar.

O cara da banca, que eu já vi vender cigarro pra menor, meti no poste em 30 segundos. Um camelô que não tinha nem nada a ver com a história foi pro poste porque vender DVD pirata é crime.

Mendigo bêbado, motorista que parou na faixa de pedestre, uma menininha de uns 6 anos que tava respondendo à mãe como se fosse a rainha do Egito, a mãe imbecil que deixa uma filha falar dessa forma, gente pobre, preto, nordestino, veado, foi indo um a um, tudo pro poste. Meu poste já tava parecendo uma árvore de Natal humana, só que com gente da pior espécie. Era eu mostrando pro mundo que aqui pode ser um lugar melhor, eu saí da minha passividade para dar paz à sociedade.

Foi aí, no meu auge, que me prenderam no poste. Do nada. Sem ninguém me falar nada, veio um pessoal, começou a me dar porrada e com um cadeado de bicicleta prenderam meu pescoço. Aí você vê a barbárie humana. Você querendo ajudar e transformar o mundo e a estupidez vem e vence mais uma vez. Agora são 4 da manhã, todo mundo foi solto do poste e só tem eu aqui, esperando chegar o bombeiro com o maçarico. Esse mundo não tem mais jeito não.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Os dez mandamentos do Carnaval




1• Se for viajar, leve mala pequena. O esperado é que você passe metade do Carnaval com uma única roupa. A outra metade, se tudo correr bem, você vai passar sem roupa nenhuma.

2• Fuja dos livros, principalmente dos livros de autoajuda. A única autoajuda aceitável é a masturbação.

3• Separe 90% do orçamento para bebidas. Os outros 10% vão para o garçom.

4• Tenha coragem. O álcool é inimigo, mas quem foge de inimigo é covarde.

5• Beba apenas o suficiente. Para cair.

6• Carnaval é nada, sexo é tudo.

7• Se lhe chamarem de corno é melhor revidar com chifradas do que com pau de selfie.

8. Deixe a máquina fotográfica em casa. Esqueça as fotos. Não deixe ninguém registrar o legado da sua miséria.

9 • Não beije os moradores de rua. Respeite as pessoas.

10 • Depois da folia, existe uma lista de coisas a recuperar: as pernas, os pés, o juízo, o caráter, a dignidade, o respeito, o amor próprio, a carteira, o fígado e o bom gosto musical.

Bom Carnaval!

 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Liberdade





"... para um verdadeiro democrata, não há apenas a liberdade, mas nada existe, como fim humano, superior à liberdade; nada se pode fazer só com a liberdade, mas nada de humano se pode fazer também, sem ou contra ela...".  Sou republicano e livre-pensador por um ditame de consciência ou, por outras palavras, por um mandamento de moral."
Raul Proença





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ao mestre, com carinho!





Noblat, querido!
Sinto sua falta. Se puder, reserve um pedacinho do seu tempo para que eu possa ir abraçá-lo. Sei que sua nova rotina tem restrições, então propondo a seguinte pauta para nosso encontro: falar mal de todo o mundo, com ênfase nos médicos insuportáveis que nos assistem.
Platão dizia que entre um médico e um cozinheiro as pessoas certamente elegeriam o cozinheiro. Grande Platão! Acho que eu até faria campanha com panela na cabeça. Tenho horror da maldita pletora da saúde que nos obriga a dizer “sim”. Sim ao remédio, à dieta, ao exercício físico e até ao sono sem sonhos.
Estou mesmo com saudades. Sabia que você continua ao meu lado em todas as vezes que leio qualquer notícia de jornal? E que continuará sendo assim para sempre? Leio o jornal e penso imediatamente no que você faria com aquele fato e aqueles personagens. Chego a rir sozinha com o realismo da memória.
É bom lembrar tempos felizes, quando eu achava você melhor que Deus, melhor que o Diabo. Tão obstinados em pescar almas, a nenhum dos dois iria ocorrer a idéia que você concretizou com tanto êxito: levar um grupo de jornalistas a acreditar que poderia escrever, de forma verdadeira, a história do seu tempo.
Quem poderia imaginar que um jornal atolado em dívidas com o banco oficial iria tornar-se a melhor, mais eficaz e a mais criativa tribuna política do país? Pois é, você sabia que era impossível, mas, mesmo assim, foi lá e fez. E como fez!  Não é por acaso que devo a você algumas das melhores lembranças que carrego no peito.
Para dizer a verdade, devo-lhe mais que lembranças. Devo-lhe a paixão pelo jornalismo. Estou certa que não há como agradecer uma dádiva desta. A outra certeza que tenho é que não importa o manicômio para onde eu vá, nunca mais vou me divertir tanto quanto no tempo que você fez o favor de deixar-me acompanhá-lo.
Um grande beijo,
Vanda Célia

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O vento...

"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."

Fernando Pessoa

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Receita de Ano Novo




Sonhos que dão certo

Ingredientes:
•400 ml de água
•casca de meio limão
•250g de farinha de trigo
•30g de açúcar
•50g de manteiga
•1 pitada de sal (+/- meia colher de café)
•5 ovos médios (se foram pequenos poderão ser 6 ou 7)
•óleo para fritar
•açúcar e canela para polvilhar
PS: Em vez de usar 250 g de farinha de trigo, pode-se usar 50 g de maisena e 200 g de farinha de trigo.

Preparação:
Leva-se a água ao fogo junto com a casca de limão, o açúcar, o sal e a manteiga. Assim que ferver, retira-se a casca de limão e coloca-se a farinha toda de uma vez só, mexendo de imediato e sem parar com uma colher de pau, até a massa se soltar e formar uma bola. Deixa-se esfriar um pouco a massa, numa vasilha à parte, e mistura-se um ovo de cada vez, até obter a consistência de uma massa espessa.
Coloca-se o óleo na frigideira e deixa-se aquecer. Em seguida, vá fritando a massa com a ajuda de uma colher. Para fazer sonhos de tamanho médio colocam-se colheradas de massa do tamanho pouco maior que uma noz na frigideira. A massa fica até quatro vezes maior.
Depois de fritos, escorra os sonhos em papel absorvente e os envolva em açúcar e canela. Assim que ficam prontos, os sonhos ficam dourados.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013







Pois é, no início do ano, eu não dava nada por 2013. Agora, nos seus últimos dias, confirmo a previsão. Não foi um ano assim tão importante na última década. O gosto amargo no fundo da garganta não passou. Tive alguns momentos de alegria e muitos momentos de grandes tristezas. Mais uma vez, minhas grandes certezas foram parar no ralo. E minhas pequenas certezas, naturalmente, tornaram-se crenças um pouco mais anacrónicas. Como em anos anteriores, segui em frente sem medo das tempestades que caíram do lado de fora. Como sempre, chove forte mesmo é aqui do lado de dentro.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!




Natal tem a ver com muitas lembranças da infância. Éramos pobres e morávamos em um bairro igualmente pobre de uma cidade pobre do interior de Minas. Descobri muitas coisas sobre a vida naquele tempo. Uma delas é que não chega cartão de Natal em casa de gente pobre. Nunca. Nenhum. Zero.

Em 1970, ou 1971, não lembro com exatidão, milagrosamente, chegou um cartão de Natal grande e bonito lá em casa. Era do tamanho de uma folha de caderno escolar e tinha o desenho de uma árvore toda em verde, com a frase majestosa, escrita em letras vermelhas e perfeitamente alinhadas: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo!”.

Foi tão inesperado que minha mãe agarrou o cartão e saiu rodopiando pela casa. Minha irmã mais velha quase caiu: “Nossa Senhora, quem nos mandou essa lindeza, perguntou aflita e impaciente.

Mamãe ignorou a pergunta e continuou rodopiando com a "lindeza". Minha irmã pediu para segurar o envelope e, então, leu o nome do remetente: Casas Pedro, Rua Tomé de Souza, 133, Centro, Rio de Janeiro. Mistério, não conhecíamos ninguém no Rio.

Minha irmã, então, buscou o nome do destinatário: Sr. Álvaro Pires. O nome do papai era Joaquim. Ela conferiu o endereço: era em outro lugar, bem distante de nossa casa. Silêncio.

Minha irmã ficou repentinamente triste e tentou alertar mamãe a respeito das informações sobre o cartão. Bem baixinho, como se preferisse ficar calada, ela disse, delicadamente:

_ Mãe, escute, temos de devolver o cartão, a gente não sabe quem mandou...

Mamãe deu de ombros:

- Não, devolver de jeito nenhum, eu aceito o cartão!

- Mãe, o endereço do cartão não está certo...

- Não tem importância, filha, o Correio pode ter errado, não pode?

- Não mãe, pelo amor de Deus, veja o nome do dono do cartão?

- Que história é essa de nome, filha, eu não me importo com isso e já disse que aceito o cartão, não disse?




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Beleza



Ser belo é deter algum poder. A beleza é parte do poder das pessoas. Nietzche disse com precisão: “A beleza é o poder gerado pela imagem.” E disse mais: “…Quando o poder se torna clemente, quando o poder desce ao visível, essa clemência tem o nome de beleza…”
Estudos sobre o impacto da beleza na vida das pessoas apresentam conclusões interessantes:
- os 15% mais bonitos são 10% mais felizes do que os mais feios;
- as pessoas mais bonitas ganham, em média, 5% a mais do que os menos atraentes;
- os belos têm mais atenção de professores, orientadores e até mesmo de bebês.
O olhar de todos nós é atraído pelo que é belo. E quem é belo ainda agrega outro valor à personalidade: é mais confiante. Sabe que será atendido. E bem atendido.


domingo, 1 de dezembro de 2013

Pensamentos sobre pensadores...



Cristo, Buda e Kant tinham razão em muitas coisas.
Freud tinha razão em algumas coisas.
Marx tinha razão em bastante coisas.
Adam Smith tinha razão em muitas coisas.
Nietzsche tinha razão em quase todas as coisas.
E Darwin tinha razão em todas as coisas.

Como sabem os nietzschianos, o mundo está dividido em «fortes» e «fracos». Em «vencedores» e «perdedores». E as pessoas preferem um vencedor a um perdedor. Já para Darwin, vencedores e perdedores evoluem. É o único traço que os une.

sábado, 30 de novembro de 2013

Você aprende...



Você aprende...
Texto: Veronica Shoffstall

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. Aprende que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

Aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. E começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. E descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, porque seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas, simplesmente não sabem como demonstrar ou vivenciar isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga você será, em algum momento, condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. É aqui que você aprende que deve plantar seu jardim e decorar sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

Aprende, finalmente, que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. E só aí você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe, mesmo depois de pensar que não pode mais. E por aguentar o que é preciso aguentar, por cumprir o que é preciso cumprir, realmente a vida tem valor e você tem valor diante da vida!

O amor...




É isso: O amor esconde uma multidão de pecados e ultrapassa uma multidão de obstáculos. Segundo a Bíblia: "Sobretudo, conservai entre vós um grande amor, porque o amor cobre uma multidão de pecados".Primeira Epístola de São Pedro, 4; 8

sábado, 23 de novembro de 2013

Sonho e realidade


O que é sonho, o que é realidade? Sonhos são as coisas que acreditamos um dia tornar realidades. E o que é realidade? Segundo
Philip K. Dick, é tudo aquilo que não desaparece quando deixamos de acreditar na sua existência.

domingo, 10 de novembro de 2013

A propósito de Breaking Bad


Acabei de assistir a série norte-americana Breaking bad. Um programa maravilhoso do início ao fim. Capítulos bem escritos e interpretações excelentes que prendem tanto a atenção que tiram o fôlego. Recomendo.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Final de ano


Estamos chegando ao final do ano. Na altura do mês de novembro sempre penso que é tempo para pararmos um pouco, olharmos à nossa volta e refletirmos sobre aquilo que fizemos, aquilo que deixamos de fazer, aquilo que não devíamos ter feito e aquilo que podíamos ter feito melhor.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Tudo o que sei é o que leio nos jornais...


Novos colunistas da Folha: é ótimo ver gente que rema contra a maré escrevendo sobre acontecimentos diários em um jornal de peso. Na verdade, é sensacional.

Fico espantada com críticas a este ou aquele profissional porque ele seria de direita. Todos os países do mundo tem colunistas, partidos políticos e líderes de direita. Nem por isso deixaram de ser democracias sólidas e tolerantes. Na verdade, a maioria dos países onde se vive melhor respeita líderes do centro, da direita e da esquerda.

A propósito do quadro de colunistas da Folha, verdadeiros mestres da arte de escrever em português, gostaria de comentar sobre um livro muito interessante: “A Queda da Publicidade e a ascensão das Relações Públicas», de Al Ries e Laura Ries.

Editado pela "Notícias Editorial" de Portugal, o livro defende a leitura diária das páginas de opinião dos grandes jornais como chave para a implantação de marca de trabalho, de médio e longo prazo, em qualquer área da publicidade.

Valendo-se de numerosos exemplos e casos, a começar por Playstation, Viagra e Amazon, os autores são diretos e objetivos: “Quase tudo o que sei é o que leio nos jornais”. É a mais pura verdade.

A maior parte das pessoas apenas «sabe» o que lê, vê ou escuta nos meios de informação, ou que aprende com as pessoas em quem confia.

Em resumo: a maior parte das pessoas determina o que é melhor procurando o que os outros pensam que é melhor. E as maiores fontes para essa determinação ainda são os jornais, as rádios e as tevês.

Nada se compara ao poder da imprensa. A publicidade, por exemplo, tem credibilidade próxima do zero. Já os jornais e os jornalistas são amados e respeitados. Não é por acaso que a maioria das pessoas associa à imprensa e ao jornalismo palavras como verdade e justiça, que representam os valores mais elevados da civilização humana.

PS: A Folha amplia a partir de amanhã a sua equipe de colunistas no caderno “Poder”: Reinaldo Azevedo escreverá às sextas-feiras, Demétrio Magnoli aos sábados e Ricardo Melo às segundas. Os três vão se somar a Janio de Freitas — que continuará escrevendo às terças, quintas e domingos — e a Elio Gaspari — às quartas e domingos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A vida não é diferente da guerra



A operação militar mais temida é a retirada; exige grau elevado de maturidade para evitar tentativas de heroísmos tardios que acabam gerando debandadas humilhantes. Para executar a retirada com o mínimo de dignidade, e sem prejuízos irreversíveis, precisamos buscar os entendimentos possíveis em clima de ponderação e equilíbrio, ainda que não exista mais esperança. A vida não é diferente da guerra. A morte é a nossa retirada.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Contra a baixaria na TV

Por iniciativa de entidades que defendem os direitos da infância, o dia 18 de outubro passou a ser marcado, há alguns anos, como o Dia Nacional contra a Baixaria na TV. Faz sentido.

Segundo o jornal norte-americano Washington Post, o Brasil é o segundo país que mais assiste televisão em todo mundo, atrás apenas do Reino Unido. Precisamos, então, de datas como esta para estimular a boa qualidade nas grades de programação.

Ao mesmo tempo, devmos fazer um esforço para transformar as emissoras de rádio e tevê como parceiras da preservação de valores e princípios que ao longo de gerações foram construídos.

Especialistas em comunicação costumam dizer que a televisão brasileira atingiu níveis de excelência técnica, mas não evoluiu na mesma medida em relação ao conteúdo. Acrescentam que no segmento de entretenimento, o que temos é uma profusão de programas discriminatórios, baseados na humilhação das pessoas e que atentam contra os direitos humanos. Isso também acontece no jornalismo, especialmente nos programa policiais e sensacionalistas, mas em menor escala.

No segmento dos programas destinados aos jovens e adolescentes estaria prevalecendo o incentivo exacerbado ao consumismo. Para a psicóloga Teresa Pecegueiro, o que predomina na TV genuinamente brasileira é a exibição de programas onde o ‘corpo fatal’ está em evidência. “O que dá ibope são mulheres lindas com seios e pernas de fora, até mesmo cenas de sexo”.

Os programas de entrevistas estariam carecendo de conteúdo. Para a maioria dos especialistas, debates deixam a desejar e não acrescentam quase nada. Já os filmes mostrariam sexo e/ou violência como se fossem coisas naturais. E as novelas? Novelas recebem ainda mais críticas. E com razão.

O que não se pode negar, no entanto, é que as novelas são a principal, talvez a única, fonte de entrenimento gratuito da população de baixa renda que mora nas violentas periferias das grandes cidades.

Ali, ninguém se arrisca a por o pé na soleira da porta temendo a violência e a criminalidade do lado de fora. Por essa razão a maioria nem reclama da baixaria dos novelões rídiculos que passam na tevê aberta. Aliás, a ineficácia do combate à violência que nos obriga a ficar trancados em casa é a maior das baixarias.

sábado, 12 de outubro de 2013

Ulysses Guimarães






...“Quem não se interessa pela política, não se interessa pela vida..."


Ulysses Guimarães

4 de março de 1985

  PS: Há 21 anos, no dia 12 de outubro de 1992, morria Ulysses Guimarães, um brasileiro extraordinário que lutou corajosamernte pela liberdade e a democracia.




quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A palavra é: democracia

O Congresso dos Estados Unidos deixou de votar o Orçamento por discordar das diretrizes do presidente Barcak Obama e paralisou o governo. Está tudo parado há dias. O presidente Obama luta para reverter a situação, mas não criou cargos, não aumentou o número de ministérios, não reuniu-se sigilosamente com líderes políticos dos partidos para distribuir favores, tampouco realizou qualquer liberação de emendas. Estou aqui no meu canto lendo as notícias e pensando na qualidade da nossa democracia em comparação com a democracia norte-amerericana.