domingo, 24 de março de 2013
Camões, hoje e sempre ...
Luís Vaz de Camões - Poeta português nascido em 1524, provavelmente em Lisboa. É um dos grandes poetas da língua portuguesa.
"(...)
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê."
...porque o amor é assim mesmo...
Sente-se...apenas!
Raquel
Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.
Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assi negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida;
Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: – Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!
Mudança
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
Camões
Amor - pensamentos
"O amor com seus contrários se acrescenta”
"Amor é fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente."
"Amar e saber amar......amar com o coracao e nao com a cabeca."
"Amar é um cuidar que se ganha em se perder."
"Coisas impossíveis, melhor esquecê-las que desejá-las."
“Errei todo o discurso de meus anos...”
“Ao desconcerto do mundo”
Os bons vi sempre passar
no mundo grandes tormentos;
e para mais me espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau, mas fui castigado:
assim que, só para mim,
anda o mundo concertado."
quarta-feira, 20 de março de 2013
Nada é fácil como parece...
O escritor Bernard Shaw calculou em 5% a fatia de seres humanos dotados de aptidão para a política. Aptidão no caso quer dizer habilidade política e competência administrativa. O escritor apresentou sua conclusão depois de ter trabalhado durante um bom tempo em uma administração governo regional. Ali, sentado do outro lado do balcão, percebeu que nas mesas de reunião a maioria das idéias é boa, mas nem sempre tais propostas são realizáveis. Sim, são idéias de gente bem intencionada mas que não podem ser executadas porque se limitam a prever bons resultados, omitindo totalmente os meios para chegar lá. Foi a partir daí que Bernard Shaw concoluiu que nem sempre um bom político consegue, ao mesmo tempo, tocar uma administração. Administrar é manter a ordem numa situação que continuamente tende à desordem. Dirigindo qualquer organização, tanto as pessoas quanto as idéias têm que ser postas em seus lugares dia após dia. Senão, idéias que poderiam funcionar não funcionarão e políticos que nos parecem brilhantes nem sempre conseguem passar no teste da boa governança.
terça-feira, 19 de março de 2013
Alguém importante faz aniversário hoje...
Éramos pobres, mas tudo era suportável em razão da quantidade de pessoas que nos cercavam e da grandeza da minha mãe, a pessoa mais instruída da enorme família que temos. Fico pensando no tanto que caminhei na vida graças à confiança de minha mãe em minha capacidade de avançar. Sei o tanto que ela se orgulhava de mim e isso me conforta, embora eu me sinta inconsolável com sua morte, ainda hoje.
A gente devia aceitar a perda dos pais, mas não é isso que acontece. Sinto muitas saudades de minha mãe, mas sinto, igualmente, uma grande felicidade por ter sido sua filha. O que mais sinto, porém, é uma grande tristeza, uma enorme pena, por ver que o tempo corre rápido e tudo acaba de repente, como lágrimas na chuva.
domingo, 17 de março de 2013
Simplicidade...
Não há pessoas simples. Nem histórias. Nem vidas. Tudo que costumamos chamar de simples são finas teias de complexidades invisíveis e caladas. Aí está a simplicidade. Nessa aceitação.
A verdade é que todos temos de percorrer nossa história, seguir pela estrada que é necessário percorrer, seja qual for o meio. Esse caminho é tudo o que precisamos fazer.
Nele, temos momentos de sol, de chuva, temos a claridade do amanhecer, a do entardecer e do anoitecer. Não sabemos onde vamos chegar, só sabemos que é longe. Até lá, resta-nos aceitar, sorrir e calar. Parece tão simples, não parece?!
segunda-feira, 11 de março de 2013
Poder e morte
Não sei quando será o enterro de Hugo Chavez, mas acho essa demora inadequada e oportunista. Velórios longos não fazem parte das tradições e costumes que herdamos dos ancestrais. Na América Latina o que aprendemos sobre isso é simples: se temos um morto, os parentes devem providenciar o sepultamento o mais rapidamente possível. De pouco adianta prolongar o luto ante a realidade da morte. Aliás, é bom que se diga, a propósito, que Hugo Chavez, como todos os demais seres humanos, dá, involuntariamente, uma grande lição de vida com a morte: o poder, todo o poder, mesmo o endeusado como foi o dele, é sempre precário e efêmero.
E por falar em sucessão presidencial...
Eduardo Campos sempre foi aliado do PT e dos petistas. É amigo muito próximo do ex-presidente Lula. E poderia, inclusive, ter se filiado ao PT. Quando penso nisso o que me ocorre é que era Churchill quem dizia que os inimigos se encontram no mesmo campo. O conflito entre visões do mundo, por muito duro que seja, define apenas adversários. A hostilidade é mais íntima. É entre indivíduos que disputam o mesmo espaço vital, partilham uma ambição.
domingo, 10 de março de 2013
Jornais e revistas: leitura fundamental
Sempre que penso no prazer que tenho com o hábito de ler revistas e jornais fico me perguntando se não deveria existir um programa para que eles pudessem ser gratuitos. Ler é mesmo fundamental. O número de pessoas que habitualmente lê jornais é um dos indicadores importantes do desenvolvimento das sociedades, mas, infelizmente, o Brasil aí está na cauda do planeta.
Na verdade, o trabalhador brasileiro tem a escolaridade média dos países mais pobres do mundo. Parcela significativa de adolescentes brasileiros de 15 anos não consegue escrever um bilhete nem fazer um cálculo que não seja adição. Distribuir jornais de graça poderia ajudar as pessoas a interessarem-se pelo que está à sua volta e a perceberem a importância do conhecimento e da informação para suas vidas.
Mais do que qualquer outro meio, a imprensa contribui para a nossa memória coletiva – registra o que se passou, descreve e interpreta os acontecimentos do dia, mostra as imagens. Mais: é o meio que mais oportunidade dá para exprimir opiniões, alimentar o pluralismo e o debate na sociedade. Nos dias que correm, a imprensa é, cada vez mais, o melhor meio para procurar públicos segmentados, importante quando se quer atingir mercados mais sofisticados. Mas não é só isso...
A imprensa é o meio mais avançado na integração com a internet e são as empresas jornalísticas baseadas em jornais e revistas que melhores sites têm feito, que mais têm aproveitado as oportunidades de negócios na área digital e que se têm revelado os melhores parceiros para novas formas de publicidade e para a segmentação de contatos com os consumidores.
Fiz parte do corpo de repórteres de muitos jornais e sei o valor deste segmento para o avanço das pessoas. A imprensa nos permite ler, reter, comparar, pensar. Se tenho saudades de alguma coisa, em termos profissionais, é do mundo das redações dos jornais e não de outro qualquer. Ali é onde se pode perceber o que se passa na nossa história. A sangue quente.
PS: Não perca a edição deste mês – com a ótima capa “A cana no bagaço” de Consuelo Dieguez – da revista Piauí. O diário da Dilma, como sempre, também está sensacional.
Princípio e fim, de T.S.Eliot
Quando Eliot escreve «no meu princípio está o meu fim», há, claro, um jogo com outro verso do mesmo poema: «no meu fim está o meu princípio»; mas creio que existe nisso algo mais que uma alusão à circularidade do tempo. «Fim» é tanto «desfecho» como «desígnio»; neste segundo sentido, «no meu princípio está o meu fim» significa que o meu começo contém o meu desígnio. E mais: que é logo no meu começo que o meu desígnio se revela. É nesse sentido que «East Coker», grande poema metafísico, é também um grande poema de amor.
[East Coker, de T.S. Eliot]
quarta-feira, 6 de março de 2013
Queremos holofotes?
O twitter e os blogs têm a importância que têm, como em boa verdade todo o resto. Aquilo que escrevemos, sejam desabafos pessoais, ideias, manifestações de raivas e opiniões, são as impressões que queremos partihar com o maior número de pessoas que for possível alcançar.
Se estamos no twitter/blog e conseguimos atingir algumas pessoas esta é uma forma de poder como outra qualquer. É pouco poder? Depende do referencial. O que não podemos negar é que temos este pequeno espaço de poder e de referência. E, mesmo se nossa comunidade for pequena, é nela que nos movemos.
Os que estão na nossa comunidade são os holofotes que buscamos. Vaidade? Sem dúvida, trata-se da vaidade natural que todos nós desejamos e lutamos para exercitar na rotina de nossa vida. Sim, creio ser inútil negar que temos necessidade de ser ouvido, lido, olhado e, sobretudo, amado. Isso sem lembrar a obsessiva vontade de permanecer, deixar uma marca no futuro.
As pessoas mais interessantes que conheço são verdadeiramente obsessivas com a luta pela marca futura. E levam isso terrivelmente a sério fazendo grande esforço para ter uma vida significativa. Em escala maior ou menor estamos nesse barco. Não é por acaso que através de blogs e do twitter buscamos a visibilidade a todo o custo, tentando ser engraçados, sarcásticos e espertos.
Ok, sei que nossas opiniões aqui sempre estão camufladas pelas máscaras que usamos, mas não podemos deixar de considerar que estamos revelando um pouco de nós em cada uma das palavras que escolhemos usar. Para o bem e para o mal, somos aquilo que conseguimos expressar.
terça-feira, 5 de março de 2013
Frase inoxidável ll
"Muitas vezes as palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras."
Lao Tse
segunda-feira, 4 de março de 2013
Frase inoxidável*
“A educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância.”
Durant Will
*Inoxidável - resistente à corrosão atmosférica, segundo o Dicionário Online de Português. Adj. Que resiste à oxidação: o ouro é inoxidável.
domingo, 3 de março de 2013
Sucessão presidencial
Começou a sucessão? Só falam nisso? Não estou preocupada. Afinal, ninguém vê a maratona completa, o que toda a gente acompanha é a etapa final dos 100 metros.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Relações promíscuas entre poder e cinema
"Argo" é exatamente o que aconteceu na noite do Oscar: a ligação promíscua do espetáculo ao poder político. O filme, aliás, mostra com clareza que o cinema nos Estados Unidos está atrelado ao Departamento de Estado. Não foi por acaso que a primeira dama norte-americana, falando diretamente da Casa Branca em Washington, anunciou o prêmio de melhor filme entre os nove longas-metragens indicados. Michelle Obama abriu o envelope e "Argo" foi proclamado o grande vencedor numa despudorada intromissão da propaganda governamental na festa do cinema. O filme, pelo visto, não fala do passado, mas do tempo presente.
"Amor", do austríaco Michael Haneke, recebeu o prêmio para melhor filme de língua não-inglesa e Ang Lee foi considerado o melhor realizador de 2012, repetindo a conquista de 2005, quando ganhou com "O Segredo de Brokeback Mountain". Vi "As aventuras de Pi", é ótimo, mas eu realmente gostaria que o genial Steven Spielberg tivesse levado o prêmio de melhor diretor. Sim, "Lincoln" era o meu filme favorito. Torci e perdi em todas as suas indicações, principalmente a de melhor filme.
Em todo espetáculo me senti derrotada em muitas ocasiões. Uma das principais aconteceu quando Jennifer Lawrence bateu Emmanuelle Riva. Em "Amor", a inesquecível intérprete de "Hiroxima, Meu Amor" fez por merecer o Oscar, sobretudo pelo que o prêmio representaria no dia em que estava completando 86 anos. E, no entanto, escolheram uma garotinha que parece falar na tela como fala com os amigos, ou seja, faz o papel dela mesma e nem tem idade para saber o que significa representar.
O melhor ator, sem surpresa, foi Daniel Day-Lewis. Dar o premio a ele era até obrigação. O rapaz é monstro na "assombrosa arte de representar", como dizia Paulo Francis. É o único intérprete a conquistar até hoje três Oscars de melhor ator. "A hora mais escura" levou o Oscar de melhor montagem de som e Quentin Tarantino ganhou, com "Django Livre", o Oscar de melhor argumento original - repetindo assim a proeza alcançada em 1994 com "Pulp Fiction".
Além disso, cabe destacar Barbra Streisand cantando "The Way We Were", uma das canções mais emocionantes desta vida. Ela estava linda e nem parece sentir o efeito do tempo. O mesmo se pode dizer de Jane Fonda. Jack Nicholson, porém, parece sentir bastante o peso dos anos. Ainda sobre aparência: a festa confirmou, mais uma vez, a beleza impressionante de duas divas: Catherine Zeta-Jones e Charlize Theron.
Anne Hathaway é outra deusa. Tanto que levou para casa o Oscar pela interpretação cantada em "Os Miseráveis". Para mim, não canta nada, mas realmente é linda e charmosa com seus cabelos curtos e seu corpo esguio. Já Adele, vencedora do Oscar da melhor canção (em parceria com Paul Epworth) pode até estar acima do peso, mas se continar cantando como canta ninguém, a começar por ela mesma, vai se incomodar com isso. Seth MacFarlane, como apresentador, foi muito bom, sobretudo ao cantar "We Saw Your Boobs" - um dos momentos da noite.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Brasil x China
Sei muito menos de economia do que gostaria, então resolvi aprender. Estou lendo e estudando o que posso sobre o assunto. Acho que devo juntar o aprendizado de economia com ensinamentos de história, política e relações internacionais para ter uma noção geral. Não é fácil, mas estou animada. Na semana passada, tentei entender algumas coisas sobre a China. Vou repassar uma síntese que me passaram e que achei muito bem pensada.
• Em 1949 – Grande parte dos intelectuais brasileiros e europeus acreditava que o comunismo salvaria a China.
• Em 1969 – Alguns intelectuais brasileiros e alguns intelectuais europeus acreditavam que a China (com sua revolução cultural) salvaria o comunismo.
• Em 1979 - Deng Xiao Ping percebeu que somente o capitalismo salvaria a China.
• Em 2009 – O mundo inteiro passou a acreditar que somente a China poderia salvar o capitalismo.
• Em 2012 – Muitos economistas, alguns empresários e parcela dos intelectuais continuam acreditando que somente o capitalismo chinês salvará o Brasil.
•Em 2013 — Só o Brasil salvará o Brasil ...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Mais um regresso...
Há algum tempo me contaram uma linda história. Já não me lembro de todos os detalhes, mas sei que se passava em uma universidade de engenharia da Polônia. Um velho professor regressa à sala de aulas, depois de ter passado os últimos anos num campo de concentração da Alemanha. Apesar de meio cansado, procura retomar o discurso onde o deixou: "Como eu ia dizendo"...
Gosto desta história e sempre fico pensando que regressos deviam acontecer assim, sem justificatificas ou explicações demoradas. Então, mesmo que este blog não tenha discurso e que sua proprietária jamais tenha sido sequer detida, nunca tenha frequentado exílios, voluntários ou involuntários, muito menos, nem em pesadelos, tenha passado perto de campos de concentração, ela gostaria de avisar, por meio deste texto, que está voltando. É isso, mais um regresso...
Gosto desta história e sempre fico pensando que regressos deviam acontecer assim, sem justificatificas ou explicações demoradas. Então, mesmo que este blog não tenha discurso e que sua proprietária jamais tenha sido sequer detida, nunca tenha frequentado exílios, voluntários ou involuntários, muito menos, nem em pesadelos, tenha passado perto de campos de concentração, ela gostaria de avisar, por meio deste texto, que está voltando. É isso, mais um regresso...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Há um tipo de choro bom e há outro ruim...
"Há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é melhor procurar conter-se: não vai adiantar. É melhor tentar fazer-se de forte, e enfrentar. É difícil, mas ainda menos do que ir-se tornando exangue a ponto de empalidecer.
Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda.
Homem chorar comove. Ele, o lutador, reconheceu sua luta às vezes inútil. Respeito muito o homem que chora. Eu já vi homem chorar."
Clarice Lispector em "A Descoberta do Mundo".
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A palavra é imigração
Os Estados Unidos estão discutindo uma nova lei de imigração. O Brasil devia fazer o mesmo para atualizar normas, aumentar os níveis de tolerância e impedir que xenofobias sindicais de corporações tenham curso. Conceder direitos e exigir responsabilidades aos imigrantes é uma questão moral e civilizacional.
No caso de países como os Estados Unidos, o Brasil e a Austrália, por exemplo, nações que foram construídas por imigrantes, cuidar daqueles que chegam é mais que questão humana: trata-se de responsabilidade histórica.
Além disso, políticas corajosas de integração social e econômica, sem paternalismos, sempre podem melhorar a vida das pessoas. O caminho passa por abrir-lhes o mercado de trabalho e reconhecer-lhes equivalências de habilitações profissionais e acadêmicas.
Estrangeiros que trabalham no Brasil e têm contrato para trabalhar dois anos ou mais podem requerer no Ministério da Justiça a troca do visto temporário pelo permanente desde o ano passado. Antes, a mudança do visto só era possível após quatro anos de trabalho em território brasileiro. E só tinha direito ao visto temporário o trabalhador estrangeiro contratado por dois anos. A permissão era renovada por mais dois anos se o contrato de trabalho também fosse renovado.
Com a nova regra, o trabalhador que renovar o contrato de dois anos pode requerer imediatamente o visto permanente e permanecer no país sem quaisquer restrições. A alteração é uma adequação à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que estabelece como trabalho temporário o que é exercido no período de dois anos. Assim, o Departamento de Imigração da Secretaria de Justiça concluiu que o trabalhador estrangeiro têm os mesmos direitos trabalhistas de um brasileiro.
A Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego estima que, no ano passado, aproximadamente 40 mil profissionais, entre temporários e permanentes, obtiveram permissão para trabalhar no Brasil.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
O que é a morte?
Em "Guerra e Paz", de Leon Tolstoi, a certa altura o príncipe André é ferido e sabe que vai morrer. Ele então pergunta: "O que é a morte"? Olha em volta e encontra uma porta. Diz: "Ah, é uma porta". Acho a definição uma das mais inspiradas da história da literatura. A morte pode mesmo ser vista como a porta que nos leva de volta ao mundo de sombras de onde saímos.
Assinar:
Postagens (Atom)



















