terça-feira, 25 de junho de 2019

25 de junho de 2019


Três destaques: 1) Governo lança pacote para reduzir em 40% o preço do gás em dois anos - Entre as propostas estão a operação de gasodutos pela iniciativa privada e a quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás encanado. 2) Por liminar, Barroso tira da Agricultura demarcação de terras indígenas e devolve a prerrogativa à Funai; 3) Supremo adia decisão sobre liberdade de Lula. Aqui, resumo das notícias das capas :
http://blogdajornalistavandacelia.blogspot.com/  

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O Globo

Manchete: Congresso prepara novo projeto para posse de armas –

Parlamentares avançam agenda própria também para reforma tributária. Em nova iniciativa para construir agenda própria, parlamentares querem rever o Estatuto do Desarmamento, após a possível derrubada, hoje, dos decretos presidenciais das armas. Projeto de lei flexibiliza a posse de armas dentro de propriedade rural e o porte para colecionadores. Maia quer instalar comissão para tratar da reforma tributária antes de o governo enviar sua proposta. O presidente Bolsonaro vetará trecho do projeto do marco das agências reguladoras, aprovado pelo Congresso, que cria lista tríplice para escolha de dirigentes. (Página 4)

Governo lança pacote para reduzir em 40% o preço do gás - O governo anunciou plano estratégico que prevê estimular a concorrência para reduzir em 40% o preço do gás em dois anos. Entre as propostas estão a operação de gasodutos pela iniciativa privada e a quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás encanado. (Página 17)

Barroso tira da Agricultura demarcação de terras indígenas - O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, concedeu liminar que devolve essa prerrogativa à Funai, vinculada ao Ministério da Justiça. (Página 5)

Supremo adia decisão sobre liberdade de Lula (Página 6)

Mudanças no texto da reforma podem facilitar ações judiciais - Técnicos do governo alertam que alterações feitas pelo relator da reforma da Previdência retiraram do texto original travas que limitavam ações na Justiça contra o INSS. (Página 20)

MERVAL PEREIRA: Caso Moro beneficia Bolsonaro (Página 2)

MÍRIAM LEITÃO: Resposta à crise precisa ser mais inovadora (Página 18)

EDITORIAL: Todos perdem em choque entre poderes (Página 2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: União promete dar R$ 6 bi a Estados que privatizarem gás - Repasse de recursos do pré-sal é aposta do governo para baratear combustível e incentivar indústria.

Pacote do governo com o objetivo de promover um “choque” de energia barata e incentivar a indústria prevê o repasse, por parte da União, de um total de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões por ano do Fundo Social do Pré-Sal aos Estados que privatizarem suas empresas de distribuição de gás e abrirem o mercado à iniciativa privada.

O plano Novo Mercado de Gás tem como pilares a saída da Petrobrás desse segmento - com a venda das ações que detém em empresas de transporte e distribuição -, a melhoria da regulação das distribuidoras e a criação da figura do consumidor livre, que compraria gás diretamente de produtores e comercializadores.

A expectativa do governo é de que as medidas possam reduzir o preço do combustível entre 40% e 50%, o que elevaria o PIB da indústria em até 10,5% ao ano. Hoje, a energia chega a representar 55% dos custos de produção, caso do setor de cimento. (Economia / págs. B1 e B3)

Petrobrás fora do setor - Para evitar multas do Cade - órgão que regula concorrência - em processo por possível atuação anticompetitiva, a Petrobrás se comprometerá em acordo a vender sua participação em distribuidoras de gás. (Pág. B3)

Julgamento de suspeição de Moro deve ser em agosto - Previsto para hoje, o julgamento no STF sobre a suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi adiado e deve ficar para agosto. A análise, que pode beneficiar Lula, foi pedida pela defesa do petista no fim de 2018, antes do vazamento de supostas mensagens trocadas entre Moro e procuradores da LavaJato. Os advogados alegam parcialidade de Moro no caso do tríplex. (Política / pág. A4)

Bolsonaro ‘alfineta’ Doria e volta a falar em 2022 - Jair Bolsonaro voltou a falar nas eleições de 2022 ontem, ao “alfinetar” o governador João Doria (PSDB), seu possível rival. Questionado sobre negociações para mandar a Fórmula 1 de São Paulo para o Rio, o presidente afirmou que o tucano deveria “pensar no País” se cogita se candidatar ao Planalto. Doria rebateu: “Não é hora de eleição. É momento de gestão”, disse. (Política / pág. A6)

STF suspende MP de demarcação de terras indígenas - O ministro do STF Luís Roberto Barroso suspendeu medida provisória de Jair Bolsonaro que transfere a demarcação de terras indígenas da Funai para a Agricultura. Tema é alvo de disputa entre presidente e Congresso. Decisão é liminar. (Política/ pág. A5)

ELIANE CANTANHÊDE - Enquanto Câmara e Senado trabalham, o presidente está no palanque, fazendo flexões. (Política / pág. A5)

BERNARD APPY - É impossível resolver distorções dos atuais tributos sobre o consumo sem reforma ampla. (Economia / pág. B2)

PEDRO FERNANDO NERY - No Brasil, a agenda de reformas é contra quem moldou as instituições a seu favor. (Economia / Pág. B4)

NOTAS & INFORMAÇÕES

A preciosa segurança cambial - Em vez de liquidar ativos cambiais, convém cuidar do poder de competição da produção nacional, aumentar a integração global e acelerar o crescimento econômico. (Pág. A3)


Acredite quem quiser - É muito difícil acreditar que o PT não lance candidato à Prefeitura de SP em 2020. (Pág. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Liminar do STF suspende medida sobre demarcação - Decisão de Barroso impõe nova derrota a Bolsonaro; Congresso já havia barrado transferência para pasta da Agricultura.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso suspendeu, em caráter liminar, medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que devolveu ao Ministério da Agricultura a atribuição de demarcar terras indígenas depois de o Congresso ter barrado tal iniciativa.

A decisão foi no âmbito de três ações ajuizadas no STF pela Rede Sustentabilidade, pelo PT e pelo PDT. A liminar deverá ser julgada pelo plenário do STF, quando os 11 ministros poderão referendá-la ou não. Os partidos sustentaram que, com a nova medida provisória, o Executivo tentou reeditar a antiga proposta —que transferia a competência de demarcação da Funai (Fundação Nacional do índio) para a pasta da Agricultura—, o que seria inconstitucional.

“A jurisprudência do STF sobre a matéria é pacífica, reconhecendo a impossibilidade de tal reedição”, escreveu Barroso. (Poder A4)

Câmara deve derrubar decreto sobre armas, diz Rodrigo Maia cotidiano (Pág. B2)

General porta-voz é preterido em escolha do Alto Comando - O Alto Comando do Exército promoveu ontem dois novos generais a quatro estrelas que poderão integrar o colegiado, deixando de fora o porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros.

Tecnicamente, Rêgo Barros ainda está no páreo para outra vaga, que será decidida em novembro. A escolha ocorre após rearranjo da ala militar do governo promovido pelo presidente Jair Bolsonaro. (Poder A7)

Para advogado, Sergio Moro tem direito a opinião - Ex-conselheiro da OAB, Marcelo Knopfelmacher defende o ministro da Justiça e diz considerar normal sua proximidade com os procuradores da Lava Jato, evidenciada por diálogos vazados. “Ter opinião não significa ser suspeito”, declara. (Poder A6)

IGOR GICLOW - Recuo em ofensiva contra juiz mostra força da Lava Jato - O recuo tático do Supremo de adiar julgamento sobre a suspeição de Moro no caso Lula mostra que, apesar dos arranhões na imagem, o peso da operação ainda é muito presente. (Poder A5)

Editorial (A2)

Por conta própria - Acerca de alta da escolaridade entre autônomos.

Riscos amazônicos - Sobre projeto que pode beneficiar grileiros no Pará.

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

24 de junho de 2019


Deputados viajam a destinos turísticos com aval de Maia - Parlamentares apresentam justificativas precárias para viagens bancadas pela Câmara; em um ano custo chega a R$ 3,9 mi traz @Folha. Aqui, abaixo, resumo notícias das capas: https://blogdajornalistavandacelia.blogspot.com/

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O Globo

Manchete: Preço do pedágio deve variar de acordo com condição de rodovias - Governo quer conceder 16 mil quilômetros até 2022. Na Via Dutra, a cobrança seria por trecho percorrido.

O governo planeja leiloar 16 mil quilômetros de rodovias até 2022, com um novo modelo de concessão. Uma ideia em estudo é permitir que o valor do pedágio varie conforme as condições da estrada — nesse desenho, o pedágio pode ser mais caro em trechos já duplicados, por exemplo.

Para técnicos, isso vai estimular as concessionárias a acelerar as obras. Além disso, a escolha do vencedor ocorreria por uma combinação da menor tarifa cobrada dos motoristas com o pagamento de maior outorga. Para a nova concessão da Via Dutra, no ano que vem, a ideia é instituir cobrança por trecho percorrido. Ou seja: quem rodar mais pagará mais. (Página 15)

Governo ignora ‘banco de talentos’ de congressistas - O governo Bolsonaro não efetivou até agora nenhuma nomeação a partir das indicações feitas por congressistas para um “banco de talentos” de técnicos com ficha-limpa e experiência, que já soma 75 nomes. A situação dificulta a articulação política, que passou por mudanças. (Página 4)

Câmara derruba limite a propaganda em prédios no Rio- Seis anos após o Rio banir o excesso de publicidade da paisagem, o Projeto Cidade Limpa foi enterrado na Câmara de Vereadores. Em maio, decretos de Eduardo Paes de 2013 foram derrubados, liberando de vez a propaganda na fachada dos prédios de Zona Sul, Centro e Tijuca, que só era possível com liminares. (Página 8)

Parada Gay: críticas a Bolsonaro e elogio a decisão do STF - A 23a. edição da Parada Gay de SP tomou a Avenida Paulista e foi marcada pelo tom político, com críticas ao presidente Bolsonaro e elogios à decisão do Supremo Tribunal Federal que criminalizou a homofobia: “Beijem muito, agora com autorização do STF”, disse o ativista Toni Reis. (Página 19)

FERNANDO GABEIRA-Por que ainda não condenei a Lava-Jato (Página 2)

HACKER - Moro cancela ida a audiência na Câmara (Pág.6)

LAVA JATO - Lancha de Cabral e Lamborghini de Eike vão a leilão (Página 7)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Crime organizado lidera invasões de mananciais em SP - Novas ocupações criminosas atingem ao menos 24 áreas protegidas por legislação ambiental na capital paulista desde 2018. A maioria está nas Represas Guarapiranga e Billings. Há fortes indícios de que o crime organizado domine parte dos terrenos e venda irregularmente lotes de até R$ 100 mil. (METRÓPOLE / PÁG. A9)

Câmara vai acelerar reforma tributária - Lideranças da Câmara vão acelerar a tramitação da reforma tributária, após a votação da reforma da Previdência na comissão especial. “Fatores políticos hoje são convergentes e favoráveis para acabar com a novela da reforma tributária”, diz o líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi, autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que extingue os tributos IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS e cria o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS). (ECONOMIA / PÁG. B1)

“Proposta não é anti-Guedes” - Baleia Rossi diz que PEC não é anti-Guedes e que pauta dessa magnitude tem de “ser feita a quatro mãos: Parlamento e governo”. (PÁG. B1)

‘Calote’ de delatores chega a R$ 120 mi - Entre os 217 colaboradores que tiveram acordos de delação premiada homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), 31 estão atualmente “inadimplentes” com a Justiça. O “calote” dos delatores chega a R$ 120,8 milhões conforme dados obtidos pelo Estado por meio do Sistema de Monitoramento de Colaborações (Simco) do Ministério Público Federal (MPF). O atraso pode levar até mesmo à rescisão de acordos. (POLÍTICA / PÁG. A4)

PSL e PSOL são partidos mais coesos - PSL e PSOL lideram ranking de coesão nas votações desde a posse de Bolsonaro. Em lados opostos, siglas mostram unidade em relação à liderança em quase todas as votações na Câmara, segundo análise do Estadão Dados. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Parada Gay em SP tem crítica a Bolsonaro (METRÓPOLE / PÁG. A10)

CIDA DAMASCO - Há inconformismo com as soluções de sempre para a crise. É um bom começo. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Irã ameaça espalhar conflito pelo Golfo - Com a imposição de novas sanções dos EUA, em vigor a partir de hoje, o Irã ameaçou retomar seu programa nuclear, o que poderia espalhar o conflito pelo Golfo Pérsico. A pressão também cai sobre a União Europeia, pois o Irã estabeleceu até 8 de julho para que o bloco evite que os Estados Unidos adotem novas sanções. (INTERNACIONAL / PÁG. A7)

NOTAS&INFORMAÇÕES

A vida em tempo de desemprego -  Há 3,3 milhões de trabalhadores há pelo menos dois anos à procura de uma ocupação remunerada. Esse número é 42,4% maior do que o de dois anos antes. (PÁG. A3)

Círculo vicioso da violência - Transferir menores infratores para o regime domiciliar não resolve o problema. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

 

Manchete: Deputados viajam a destinos turísticos com aval de Maia - Parlamentares apresentam justificativas precárias para viagens bancadas pela Câmara; custo chega a R$ 3,9 mi.


Em média, 26 deputados federais têm viajado todo mês para destinos nos Estados Unidos, Europa e Ásia. As viagens, permitidas pelas regras da Câmara dos Deputados, custaram R$ 3,9 milhões aos cofres públicos em um ano (de janeiro de 2018 a janeiro de 2019).

As viagens precisam ser autorizadas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O objetivo oficial das viagens é, entre outros, dar aos congressistas “acesso a novos conceitos, políticas públicas e experiências legislativas úteis ao Brasil”.

Na prática, deputados viajam a destinos turísticos, como a cidade de Dubrovnick, cenário de “Game of Thrones”, e apresentam justificativas precárias dos ganhos ao Legislativo. Os relatórios entregues depois das viagens se resumem a poucos parágrafos, muitas vezes compostos de trechos copiados da internet, e justificam apenas alguns dias de atividades durante a estadia no exterior.

A presidência da Câmara disse que o regimento da Casa “assegura ao parlamentar o direito de desempenhar missão autorizada”. (Poder A4)

Estudo mostra que demitido gasta FGTS rapidamente - Um estudo que acompanhou o consumo de trabalhadores demitidos sem justa causa, que receberam o FGTS, mostra que, logo após a rescisão, há um pico de compras de mais de 35% acima da média mensal do ano anterior à rescisão.

O aumento de gasto não dura muito e, a partir do segundo mês, começa a cair. Ao chegar ao 5° mês após a demissão, quando acabam as parcelas do seguro-desemprego, o consumo está até 17% abaixo da média do ano anterior.

A conclusão é que o fundo de garantia, pago todo de uma vez, falha em sua função de seguro continuado para a perda de renda na demissão. (Folhainvest A14)

Bolsonaro diz que não vai ajudar a incluir estados na reforma (Painel A4)

Sergio Moro tuíta que ‘montanha pariu um rato’ (Poder A6)

23ª Parada do Orgulho mistura festa e crítica - Público tomou Av. Paulista no evento; com shows de Iza, Lulu Santos e da spice girl Mel C, parada teve críticas a Bolsonaro e celebrou a criminalização da homofobia. (Cotidiano A19)

EDITORIAIS

Ruínas da Odebrecht - Sobre pedido de recuperação judicial da empresa.


Saúde inflacionada - Acerca de alta de mensalidades de planos privados. (Opinião A2)

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domingo, 23 de junho de 2019

23 de junho de 2019


No @Globo, Elio Gaspari escreve: A divulgação parcial e seletiva dos grampos, acompanhada por insinuações ameaçadoras de Glenn Greenwald é feitiço que pode se virar contra o feiticeiro. @ElianeCantanhede: Anular tudo feito pela Lava Jato seria o fim do mundo. Decisão está com o STF. Aqui, abaixo, resumo: https://blogdajornalistavandacelia.blogspot.com/

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O Globo

Manchete: Desemprego e violência tiram trabalhador qualificado do Rio

Entre estados, só de Roraima saem mais empregados com nível superior


A crise econômica e o aumento da violência fazem com o que o Rio sofra com a fuga de cérebros. Estudo do economista Ricardo Paes e Barros, do Insper e do Instituto Ayrton Senna, mostra que mais de dois quintos (42%) dos fluminenses que vão trabalhar em outros estados ou fora do país têm ensino superior. E só 21% dos que chegam têm esse mesmo nível de instrução. O quadro no Rio só não é pior do que em Roraima, onde 44% dos que saem têm diploma universitário. A retomada dos investimentos no setor de petróleo pode reverter essa tendência. (PÁGINA 25)

Congresso barra ‘agenda Bolsonaro’, mas apoia economia

Das 32 propostas enviadas pelo presidente, só três foram aprovadas. Apesar de impor derrotas a temas caros a Bolsonaro, como o decreto sobre armas, o Congresso tem levado adiante medidas na área econômica. (PÁGINA 4)

Presidente critica parlamentares: ‘Querem me deixar como rainha da Inglaterra?’ (PÁGINA 4)

Hotel de luxo e novas sedes no PSL versão 2019

Com bom resultado nas eleições do ano passado, quando elegeu 52 deputados, o partido do presidente Jair Bolsonaro viu sua verba no fundo partidário disparar. O PSL alugou novas sedes, ampliou seu quadro de pessoal e agora faz evento em hotel de luxo. O partido deve receber R$ 737 milhões até 2022. (PÁGINA 8)

Sistema falido

Risco de liberdade a jovens perigosos


Uma análise de 282 processos de jovens que poderão ser beneficiados pela ordem do STF de conceder liberdade a menores do Rio, por causa das péssimas condições e da superlotação nos abrigos, mostra que 80% cometeram crimes graves. As decisões sobre soltura começaram a ser tomadas na semana passada. (PÁGINA 13)

Colunistas

LAURO JARDIM - Fim do mistério sobre quem pagou defesa de Adélio (PÁGINA 6)

ELIO GASPARI - Intercept abusa do conta-gotas (PÁG.4)

MERVAL PEREIRA - Bolsonaro e a importância dada aos caminhoneiros (PÁGINA 2)

MÍRIAM LEITÃO - Valores universais Valores universais no Brasil (PÁGINA 26)

DORRIT HARAZIM - O terreno escorregadio da reeleição (PÁGINA 3)

ANCELMO GOIS - Desemprego entre jovens é de 36% no Rio (PÁGINA 23)

ASCÂNIO SELEME - Bolsonaro faz bem ao reconhecer que errou (PÁGINA 12)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Com crise, trabalhador perde até 16% da renda em 5 anos -

Queda atingiu 5 de 9 setores pesquisados; construção, transportes e alimentação sofreram maiores perdas


Os trabalhadores de cinco entre nove setores da iniciativa privada perderam até 16% da renda entre o primeiro trimestre de 2014 – período anterior à recessão – e os três primeiros meses deste ano. Os números usam dados do IBGE e já descontam a inflação do período. Os trabalhadores de alojamento e alimentação (hotéis, pousadas e restaurantes), construção e transportes foram os mais atingidos e somente a agricultura registrou aumento real expressivo no rendimento, de 5,2%. Na outra ponta, o setor público teve aumento real, de 7,5% da renda, no período pesquisado. Analistas avaliam que a informalidade crescente e as dificuldades enfrentadas pelo setor de construção ajudam a explicar o menor rendimento dos trabalhadores. “Muitos que perderam o emprego caíram na informalidade ou conseguiram novas vagas com remuneração mais baixa. E quem se manteve empregado não conseguiu ser promovido”, avalia o economista da Universidade de Brasília (UnB) José Luís Oreiro. (ECONOMIA / PÁG. B1)

CPI vê falhas em operações externas do BNDES

Criada para investigar empréstimos do BNDES, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara já tem elementos para concluir que houve falha no financiamento de obras na Venezuela, em Cuba e em Moçambique, entre outros países. As operações foram feitas durante os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma. O banco nega problemas na concessão dos empréstimos. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Congresso quer tirar meu poder, diz Bolsonaro (POLÍTICA / PÁG. A8)

'Governo e oposição me veem com bons olhos' -
Ex-comunista, Marcelo Ramos (PL-AM), presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, diz circular bem entre governo e oposição. “O governo me vê com bons olhos porque eu defendo a reforma. E a oposição, porque eu ataco o governo”, disse a Luiz Maklouf Carvalho. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Colunistas

ELIANE CANTANHÊDE - Anular tudo feito pela Lava Jato seria o fim do mundo. Decisão está com o STF. (POLÍTICA / PÁG. A6)


VERA MAGALHÃES - Cercado de acólitos, Bolsonaro continuará escalando gente errada para a função errada. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Notas&Informações

Um ranking vergonhoso - O saneamento básico está longe de ser uma prioridade para a esmagadora maioria dos administradores públicos no Brasil. (PÁG. A3)

Um presidente para todos - Jair Bolsonaro deveria comportar-se como o presidente de todos os brasileiros. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Lava Jato articulou apoio a Moro em momento crítico

Mensagens mostram procuradores tentando ajudar juiz que vivia tensão com STF - Procuradores na linha de frente da Operação Lava Jato se articularam para proteger Sergio Moro e evitar que tensões entre ele e o Supremo Tribunal Federal paralisassem as investigações num momento crítico da força- tarefa em 2016, segundo mensagens privadas obtidas pelo site The Intercept Brasil e examinadas p ela Folha. O objetivo era evitar que a divulgação de papéis com nomes de dezenas de políticos —encontrados pela Polícia Federal na casa de um executivo da Odebrecht— acirrasse o confronto com o Supremo ao expor pessoas que tinham direito a foro especial e, portanto, só poderiam ser investigadas com autorização da corte. Moro temia um novo atrito como STF, já que acabara de ser repreendido por ter divulgado escutas telefônicas do ex-presidente Lula. Havia o receio de que o ministro Teori Zavascki desmembrasse os inquéritos que estavam sob controle do juiz em Curitiba e os esvaziasse exatamente quando as investigações avançavam. Esta é a primeira de uma série de reportagens que a Folha planeja produzir com base nos diálogos obtidos pelo Intercept Brasil. O ministro Sergio Moro diz não reconhecer a autenticidade das mensagens, considera sua divulgação sensacionalista e nega ter cometido ilegalidades na condução da Operação Lava Jato. (Poder A4)

Congresso quer uma rainha da Inglaterra, diz Bolsonaro -O presidente disse ontem que o Legislativo quer transformá-lo em uma “rainha da Inglaterra”, que reina, mas não governa. “É o caminho certo?”, questionou, ao comentar projeto que transferiria a parlamentares as indicações para agências. (Poder A6)

Parada LGBT de SP celebra memória e conquistas em sua 1ª edição sob Bolsonaro (Cotidiano B1)

Empresas pedem à Justiça proteção contra credores

Das 16 integrantes do “clube” das empreiteiras — como investigadores da Lava Jato apelidaram empresas que atuavam como cartel—, 9 pediram proteção à Justiça contra os credores, para reduzir dívidas e ampliar prazo de pagamento. Enfrentaram melhor a tormenta as que agiram rápido, admitindo seus crimes à Justiça. (Mercado A17)

Editoriais

A hora dos juros - Sobre conveniência de voltar a reduzir a taxa do BC.

Dança das cadeiras - Acerca de substituições de auxiliares de Bolsonaro. (Opinião A2)

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sábado, 22 de junho de 2019

22 de junho de 2019


Aliados articulam lei que permite reeleger Maia e Alcolumbre – traz @Estadão. Proposta, vetada pela Constituição, teria aval de 3 ministros do STF. Constituição proíbe que eles continuem no cargo na mesma legislatura. Raquel Dodge manifestou-se ao STF contrariamente à anulação da sentença que condenou Lula no caso do tríplex. Aqui, abaixo, resumo notícias que estão nas capas dos jornais hoje:


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O Globo

Manchete: Crise e alta nas passagens aéreas levam passageiros de volta aos ônibus

Viagens interestaduais por rodovias cresceram 12%, enquanto as de avião tiveram alta de 3%.


A crise econômica e os problemas da Avianca, que levaram à redução de algumas rotas e ao aumento no preço das passagens aéreas, têm obrigado os brasileiros a retomar viagens mais longas de ônibus em vez de usar o avião. Os trajetos interestaduais feitos por rodovias cresceram 12%, contra alta de apenas 3% nos deslocamentos pelo ar nos primeiros meses deste ano. Com o aumento na demanda, empresas de ônibus têm até lançado novas rotas. Mas o transporte sobre rodas ainda está longe de desbancar o aéreo. Apesar de crescer em ritmo maior, o número de passageiros de ônibus é menos da metade dos que viajam de avião. (Página 13)

Bolsonaro retoma modelo de gestão Temer no Palácio

O presidente Jair Bolsonaro concluiu ampla mudança no funcionamento do Palácio do Planalto, com troca de dois ministros e do comando da articulação política. Ele disse que “por inexperiência” alterações não deram certo e por isso “voltamos ao que era feito em governo anterior’. (Página 4)

Procuradoria é contra anular sentença de Lula

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se ao STF contrariamente à anulação da sentença que condenou Lula no caso do tríplex. Ela disse que não é possível verificar a autenticidade das mensagens atribuídas a Sergio Moro e que sua origem pode ser criminosa. (Página 6)

Miriam Leitão

Choque da energia barata deve ajudar economia (Página 14)

Merval Pereira

Lei permite várias leituras do caso Moro (Página 2)

Claudio Frischtak

O novo papel do BNDES (Página 3)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Aliados articulam lei que permite reeleger Maia e Alcolumbre –

Proposta, vetada pela Constituição, tem aval de 3 ministros do STF.

Parlamentares se articulam para apresentar uma PEC para permitir a reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em fevereiro de 2021, informa Vera Rosa. A ideia teria partido de Alcolumbre e já chegou ao STF, onde obteve o aval de três ministros, sob a justificativa de que se trata de questão interna do Legislativo. Maia e Alcolumbre negam ligação com a manobra. Atualmente, a Constituição proíbe que os presidentes da Câmara e do Senado continuem no cargo na mesma legislatura. Maia está no terceiro turno à frente da Câmara, mas chegou ao comando da Casa para mandato-tampão, em 2016, com a renúncia de Eduardo Cunha, e foi eleito em 2017, na legislatura anterior. Em outra frente, partidos do Centrão e também o PSL se movimentam para indicar seus candidatos à chefia das duas Casas, (Política/pág. A6)

Bolsonaro vê ‘inexperiência’ na coordenação da área política

Após sofrer uma série de derrotas no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu ontem que o governo tem problemas na articulação política. Ele atribuiu as dificuldades à “inexperiência” e admitiu que teve de adotar o modelo usado no Planalto por Michel Temer. No mea-culpa, isentou Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Casa Civil, que perdeu espaço na articulação. (Política / pág. A4)

Vetos na mira do Congresso

Em seis meses, o Congresso já derrubou 21% (3 de 14) dos vetos presidenciais analisados. O porcentual é o maior dos últimos 26 anos. (Pág. A5)

Fim do FAT no BNDES deve ser feito de forma gradual

O relator da proposta da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), estuda alternativas para dar mais tempo ao fim do repasse obrigatório dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES. Alvo de críticas após ser incluída no parecer da reforma, a medida destina o dinheiro para o pagamento de aposentadorias e pensões. (Economia / Pág. B4)

Raquel Dodge dá parecer contra Lula no STF

A procuradora-geral, Raquel Dodge, encaminhou ontem ao STF parecer contrário ao pedido da defesa de Lula para anular a condenação no caso do triplex. Ela diz que não é possível afirmar que o ex-juiz Sérgio Moro foi parcial e questiona vazamento de mensagens. (Política / pág. A6)

Corte de juros não chega ao consumidor

Estudo da Confederação do Comércio mostra que o varejo poderia ter vendido R$ 41 bilhões a mais no último ano se o corte da Selic tivesse sido repassado integralmente para os juros cobrados do consumidor. Febraban contesta. (Economia / págs. B1 e B3)

João Domingos

Mudanças feitas na estrutura do governo estão relacionadas com a decisão de Bolsonaro de disputar a reeleição em 2022. (Política / pág. A5)

Adriana Fernandes

A redução dos juros pelo Banco Central está intrinsecamente vinculada à reforma da Previdência. (Economia / Pág. B3)

Notas & Informações

Uma lei para as agências reguladoras - Depois de mais de seis anos de tramitação, o Congresso Nacional aprovou a Lei Geral das Agências Reguladoras. (Pág. A3)

Lentidão e perdas - Mercosul e União Europeia concluíram há semanas as negociações do tratado de livre comércio entre os blocos. (Pág. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Com crise, cresce população em situação de rua em SP

Abordagens feitas pela prefeitura detectam aumento de 66% em dois anos.

Em dois anos, o número de pessoas abordadas em situação de rua na cidade de São Paulo aumentou 66%.

No ano passado, 105,3 mil foram identificados por assistentes sociais; em 2016, haviam sido 63.264. Esse número não representa exatamente os que moram de forma permanente nas ruas, explica a prefeitura.

As situações de rua incluem, por exemplo, moradores da periferia que vivem semanas no centro em busca de doações, mas retornam para casa ou imigrantes de passagem pela cidade.

O censo de moradores sem-teto, de 2015, contabilizou 15 mil pessoas —naquele ano, os abordados em situação de rua foram 56.126.

Com a crise econômica, mudou a motivação principal que leva as pessoas à rua. Desemprego é citado como a causa número um, superando os conflitos familiares.

Segundo o psicanalista Jorge Broide, o desemprego “acirra as situações negativas já existentes na família, não é só uma questão de falta de dinheiro”.

A extensão da avenida Cruzeiro do Sul (zona norte) foi o ponto onde a prefeitura encontrou o maior número desses desassistidos no ano passado.

Em seguida, vieram locais conhecidos p ela concentração de sem-teto na região central, como as praças da Sé e Júlio Prestes, além da área da cracolândia. (Cotidiano A17)

Projetos podem gerar R$ 1 tri em investimento

Oito projetos em tramitação no Congresso têm potencial para gerar R$ 1,4 trilhão em investimentos em dez anos, impacto maior que o previsto pela reforma da Previdência.

 

Diante da falta de articulação política do governo lideranças partidárias decidiram tocar a pauta econômica e começaram a elencar medidas para mobilizar investimentos e estimular a criação de empregos. (Mercado A12)

Dodge se opõe a anular julgamento que condenou Lula

Em parecer, Raquel Dodge questiona o uso das mensagens vazadas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol como elemento para anular a condenação de Lula no caso do tríplex de Guarujá. Segundo ela, o material “ainda não foi apresentado às autoridades para que sua integridade seja aferida”. (Poder A6)

PM amigo de Bolsonaro assume Secretaria-Geral

O subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Jorge Antonio de Oliveira Francisco, será o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Advogado e policial militar da reserva, é tido como um dos nomes de confiança do presidente. Antes, atuou como assessor de Eduardo Bolsonaro na Câmara. (Poder A4)

Oscar Vilhena Vieira

Presidente macula o legado de marechal Rondon -
Inconformado com a derrota, Bolsonaro afronta o Congresso e a Constituição ao tentar transferir a demarcação de terras indígenas para o ministério da Agricultura. (Cotidiano A20)

Editorial (A2)

Lá na frente - Sobre intenção de Bolsonaro de buscar a reeleição.


Armas de Trump - Acerca de campanha do republicano por 2º mandato.

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