quarta-feira, 3 de abril de 2019

03 de abril de 2019


ELIO GASPARI escreve que Lula deveria ser transferido para prisão domiciliar. MONICA BERGAMO entrevista João Doria que critica Bolsonaro, mas defende urgência na aprovação da reformada Previdência, sem o que “todos mergulharão no caos”. Economia: Agronegócio pede empenho para aprovar reforma, traz  Folha. Abaixo, resumo das notícias do dia:

03 de abril de 2019

O Globo

Manchete: Crivella responderá a inédito processo de impeachment no Rio - Apesar do embasamento legal, negociação política definirá futuro do prefeito.

Com placar surpreendente, 35 votos a favor e 14 contra, a Câmara de Vereadores abriu processo de impeachment contra Marcelo Crivella, primeiro prefeito do Rio desde a redemocratização a enfrentar risco de cassação. Ele fica no cargo e tem dez dias para se defender da denúncia de irregularidades em contrato de uso do espaço urbano. A comissão que conduzirá o processo tem 90 dias para produzir parecer, que irá a plenário. Crivella negou “ilegalidades” e disse que “pessoas mal-intencionadas” tentam atingi-lo. Ele terá de costurar ampla negociação política para salvar o mandato. Página 10

Governo já articula reforma tributária com o Congresso - Proposta tramitaria em paralelo à da Previdência - O governo articula o envio ao Congresso de uma reforma tributária, paralelamente à tramitação das mudanças na Previdência. O Ministério da Economia trabalha em um texto a ser apresentado em maio, que englobaria propostas da sociedade civil e um projeto que já está na Câmara. O objetivo é unificar impostos e reduzir alíquotas. Não está descartada a criação de um tributo sobre movimentações financeiras. Página 19

Número de pardais nas rodovias federais cai de 5,5 mil para 440 - Decisão de Bolsonaro de cancelar licitação de oito mil radares pode acabar com a fiscalização eletrônica nas rodovias federais. Hoje só funcionam 440 dos 5,5 mil pardais que existiam em julho. Acidentes caíram 47%. Página 4

Bolsonaro repete que nazismo é de esquerda no Museu do Holocausto - Em visita ao memorial, presidente Bolsonaro e chanceler Ernesto Araújo insistem na tese, contestada por historiadores do próprio local, cujo site descreve movimento chefia do por Hitler como “grupos radicais de direita”. Página 24

Novo corte de verba ameaça pagamento de 80 mil bolsas de estudo - Com o anúncio do contingenciamento de 42% das verbas do Ministério da Ciência e Tecnologia, entidades científicas alertam que dinheiro para auxílio a 80 mil alunos e pesquisadores, de 11 mil projetos, acaba em julho. Página 27

Temer vira réu em dois processos e é alvo de nova denúncia - O juiz Marcelo Bretas tornou réu o ex-presidente Michel Temer em duas denúncias sobre Angra 3, ao lado do ex-ministro Moreira Franco e de outras 12 pessoas. Em nova ação, o MP acusa Temer e filha de lavagem de dinheiro. Página 8

MERVAL PEREIRA - Clima conturbado espera presidente na volta de Israel Página 2

MÍRIAM LEITÃO - Ataque ao IBGE pelo governo vai além da ignorância Página 20

BERNARDO MELLO FRANCO - Com Bolsonaro, pior para os fatos Página 6

ELIO GASPARI - Lula em casa seria gesto de pacificação Página 3

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo faz pacote com 4 frentes para destravar a economia - Medidas para aumentar a produtividade incluem qualificação profissional e menos burocracia.

O Ministério da Economia prepara pacote de medidas para tentar destravar a atividade econômica, com propostas para aumentar a produtividade e diminuir o desemprego. Serão quatro grandes planos, previstos para ser colocados em prática em 90, 180 e 360 dias. O primeiro a ser lançado será o Simplifica, com 50 medidas para desburocratização do setor produtivo. O eSocial, formulário digital no qual os empregadores repassam informações dos trabalhadores ao governo, deve ficar mais fácil de ser usado. Em outra frente, o Emprega Mais será voltado para a qualificação de pessoal e usará recursos do governo e parte do que é destinado hoje para o Sistema S. Vales serão oferecidos para empresas e trabalhadores investirem em treinamento. O Pró-mercados será destinado à retirada de barreiras regulatórias, para facilitar a entrada de novas empresas no mercado. Por fim, o Brasil 4.0 traz medidas para estimular a modernização da gestão de empresas. ECONOMIA / PÁG. B1

TCU vota hoje teto salarial de R$ 39,2 mil para estatais - Os salários de estatais federais estão na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Uma auditoria nos pagamentos dessas empresas nos últimos anos questiona o grau de dependência delas do Tesouro Nacional e sugere que, por serem capitalizadas com dinheiro da União, devem cumprir o teto salarial de R$ 39.293,32. O processo, relatado pelo ministro Vital do Rego, deve ser votado hoje no plenário do TCU. A remuneração de um executivo do BB e do BNDES é de cerca de R$ 87 mil. Na Caixa, R$ 60 mil. Na Petrobrás, o salário supera R$ 195 mil. ECONOMIA / PÁG. B3

Militares e ‘olavistas’ disputam Secom e Apex - O presidente Jair Bolsonaro terá de arbitrar uma forte disputa interna em cargos-chave do governo. Ele terá de decidir qual será o novo formato da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom). Nos últimos dias, uma acirrada troca de farpas entre o escritor Olavo de Carvalho e o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, escancarou a queda de braço na condução da comunicação do Planalto. O controle da Apex, agência de exportações, também é alvo de disputa. POLÍTICA / PÁG. A4

Bolsonaro diz em Israel que nazismo é de esquerda - Horas depois de visitar o Museu do Holocausto, em Israel, Jair Bolsonaro voltou a dizer que o nazismo foi um movimento de esquerda. “Não há dúvida. Partido Socialista”, afirmou, quando questionado se concordava com as declarações do chanceler, Ernesto Araújo, na mesma linha. Historiadores israelenses ficaram surpresos. “Nunca ouvi isso antes. Não sei do que eles estão falando”, disse Uzi Rabi, da Universidade de Tel-Aviv. INTERNACIONAL / PÁG. A12

Temer vira réu em duas denúncias do caso Eletronuclear - Michel Temer, Moreira Franco e mais dez pessoas se tornaram réus ontem por desvios na Eletronuclear em duas denúncias aceitas pelo juiz Marcelo Bretas. Em São Paulo, o MPF protocolou denúncia contra o ex-presidente e mais três por lavagem de dinheiro na reforma da casa da filha. POLÍTICA / PÁG. A8

Maia descarta mudar regra rural e de idoso carente - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse ontem que as mudanças no benefício pago a idosos de baixa renda e na aposentadoria rural não vão sobreviver à comissão especial que analisa a reforma da Previdência. Governo já admite tirar os pontos da proposta. ECONOMIA / PÁG. B4

Auditorias se recusam a checar barragens da Vale

VERA MAGALHÃES - Alguns políticos não irão sozinhos falar com Bolsonaro e chamaram deputados e senadores como “testemunhas”. POLÍTICA / A6

NOTAS & INFORMAÇÕES

Lava Jato e Mãos Limpas - A Lava Jato só é equiparável no mundo à Operação Mãos Limpas, deflagrada na Itália nos anos de 1990, em que pesem os desdobramentos bastante distintos de cada uma das operações. PÁG. A3

 

Um milagre às avessas - Num milagre econômico ao contrário, a indústria recuou dez anos. PÁG. A3

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Folha de S. Paulo

Manchete: Doria critica guru de Bolsonaro e diz que é erro comemorar golpe - Para governador de SP, haverá caos social e econômico se reforma da Previdência não for aprovada neste semestre.

O governador de SP, João Doria (PSDB-SP), diz que tem “bom diálogo” como presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas criticou, em entrevista a Mônica Bergamo, iniciativas como a comemoração do golpe de 1964: “Não se pode apagar o passado”. Para ele, não é possível negar que houve ditadura. Doria também defendeu o vice-presidente, Hamilton Mourão, dos ataques de Olavo de Carvalho, guru do presidente, “alguém que nem sequer vive no Brasil e cuja opinião, para mim, não tem valor”. Ele nega que esteja se distanciando de Bolsonaro após desgaste do presidente: “Não estou colando nem descolando”. Defendeu também urgência na aprovação da reformada Previdência, sem o que “todos mergulharão no caos”. Poder A6 e A7

‘Associação com nazismo visa denegrir direita’, diz chanceler - O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) afirmou em Jerusalém que uma nova vertente de pesquisadores vê semelhanças entre o movimento nazista e a extrema esquerda e sugere que as pessoas estudem e “leiam a história de uma perspectiva mais profunda”. O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que visitou ontem o Museu do Holocausto, disse a jornalistas que concordava com a posição de seu chanceler. “Não há dúvida. Partido Socialista... Como é que é? Da Alemanha. Partido Nacional Socialista da Alemanha.” Mundo A12

Agronegócio pede empenho para aprovar reforma - As 44 maiores entidades do agronegócio brasileiro, que representam 90% do setor, divulgaram carta dirigida ao presidente Jair Bolsonaro (PSL),pedindo ao mandatário e ao Congresso empenho na aprovação da reforma da Previdência. Mercado p. 6

Temer, Moreira e outros 12 se tornam réus na Lava Jato do Rio A4

ELIO GASPARI - Lula deveria ser transferido para prisão domiciliar - Lula completará um ano de prisão. Para quem vive com a cabeça quente, ele deve “apodrecer na cadeia”. Precedentes mostram que seria melhor transferi-lo para prisão domiciliar. Poder A8

Editoriais

Sangue frio
Sobre chances de aprovação da nova Previdência.

Educação de resultados
Acerca de avaliação de dirigentes de ensino em SP.

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terça-feira, 2 de abril de 2019

02 de abril de 2019

02 de abril de 2019 - Jair Bolsonaro decidiu se envolver diretamente na articulação política e negociar com partidos, traz O GLOBO.  Ele vai se reunir a partir de quinta-feira com líderes do centrão e do MDB, que têm 166 deputados e 35 senadores, para discutir a reforma da Previdência. Abaixo, um resumo das notícias de hoje:  
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O Globo

Manchete: Por reforma, Bolsonaro se reunirá com centrão e MDB –

Após crise com Congresso, presidente diz que terá agenda diária com parlamentares.

Após a crise com o Legislativo e a trégua firmada com Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Jair Bolsonaro decidiu se envolver diretamente na articulação política e negociar com partidos. Ele vai se reunir a partir de quinta-feira com líderes do centrão e do MDB, que têm 166 deputados e 35 senadores, para discutir a reforma da Previdência. Bolsonaro afirmou ainda que passará a dedicar metade de seu dia a encontros com parlamentares. Para o ex-presidente Fernando Henrique, o envolvimento do chefe do Executivo é vital para aprovar medidas no Congresso. (PÁGINAS 4 e 5)

Aposentadoria de servidores pode ter regra mais branda - Deputados avaliam mudar o texto da reforma da Previdência para tornar mais branda a regra para servidores civis admitidos antes de 2003, que têm forte lobby no Congresso. Eles manteriam idade mínima de 60 anos (homens) e 55 (mulheres) e pagariam apenas um pedágio para se aposentar com salário integral. (PÁGINA 25)

Presidente rompe tradição diplomática em Jerusalém- O presidente Jair Bolsonaro orou no local mais sagrado do judaísmo em Jerusalém ao lado de Benjamin Netanyahu, na primeira visita de um chefe de Estado ao Muro das Lamentações na companhia de um premier de Israel. Bolsonaro indicou que a transferência da embaixada deve ocorrer até o fim do mandato. (PÁGINA 30)

Câmara vota se abre processo de impeachment contra Crivella - Vereadores decidem hoje por maioria simples se abrem processo que pode levar o prefeito do Rio a perder o cargo por suposta irregularidade em contratos publicitários. (PÁG.13)

Falência de gráfica é mais um problema para o Enem - Gráfica que imprime com método seguro as provas decretou falência. A um mês do início das inscrições e impressões, o Inep, organizador do exame, está sem presidente. (PÁGINA 34)

MEC cancela mais de 65 mil diplomas da Unig por fraude - O MEC cancelou 65.173 diplomas emitidos pela Universidade Iguaçu, de Nova Iguaçu, investigada por fraude. Diplomados contestam. (PÁGINA 33)

EDITORIAL - VISITA A ISRAEL ATESTA POLÍTICA EXTERNA IDEOLÓGICA (PÁGINA 2)

MERVAL PEREIRA - Apoio à reforma na Câmara ainda é majoritário, mas diminui (PÁGINA 2)

MÍRIAM LEITÃO - Sem política externa definida, presidente viaja e improvisa (PÁGINA 26)

BERNARDO MELLO FRANCO - Para o governador Witzel, policial é promotor, juiz e carrasco (PÁGINA 5)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: ‘Supremo pode perder sua legitimidade’, diz Barroso

Ministro alerta para riscos com reanálise de prisão após condenação em 2ª instância, prevista para dia 10

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode perder sua legitimidade e provocar uma crise institucional se não conseguir corresponder aos sentimentos da sociedade. O diagnóstico, do ministro da Corte Luís Roberto Barroso, tem como pano de fundo a reanálise no Supremo de decisão sobre a prisão após condenação em segunda instância, prevista para o dia 10 deste mês. Caso o entendimento dos ministros, de 2016, pela manutenção da prisão em segundo grau, seja alterado, réus como o ex-presidente Lula, condenado e preso em Curitiba, podem ser beneficiados. “Não podemos destruir as instituições nem as instituições podem se autodestruir”, disse Barroso ontem durante o evento Estadão Discute Corrupção, realizado pelo Estado e pelo Centro de Debate de Políticas Públicas. O ministro ainda defendeu a Lava Jato que, segundo ele, “deixou de ser operação e passou a ser uma atitude”. POLÍTICA / PÁG. A4

Presidente faz visita inédita a muro sagrado em Israel - O presidente Jair Bolsonaro fez ontem uma visita histórica ao Muro das Lamentações, local sagrado do judaísmo, em Israel, ao lado do premiê Binyamin Netanyahu (foto). Em seu segundo dia no país, Bolsonaro tornou-se o primeiro líder a conhecer o lugar acompanhado de um chefe de governo israelense. Ele rezou e pediu: “Deus, olhe pelo Brasil”. INTERNACIONAL / PÁG. A9

Mercado já prevê PIB abaixo de 2% para este ano - Pela primeira vez desde a posse de Jair Bolsonaro, as estimativas do mercado para o crescimento da economia (PIB) ficaram abaixo dos 2%. Com projeções de instituições financeiras, BC previu ontem a alta de 1,98% para 2019. ECONOMIA / PÁG.B1

Moro fala em mandato para diretor-geral da PF - O ministro da Justiça, Sérgio Moro, defendeu a possibilidade de que o diretor-geral da PF cumpra mandato, com tempo determinado. A ideia é uma tentativa de evitar interferências externas nas investigações. Ele falou durante o debate Estadão Discute Corrupção, realizado ontem pelo Estado, em parceria com o Centro de Debates de Políticas Públicas, com a participação do ministro do STF Luís Roberto Barroso, do procurador Deltan Dallagnol e da economista Maria Cristina Pinotti. O ministro disse ter constatado o esvaziamento das forças- tarefa da Lava Jato durante o governo Temer- PÁGS. A6 e A7

Bolsonaro critica IBGE e contesta taxa de desemprego - Bolsonaro criticou o método do IBGE para medir o desemprego – disse que é feito “para enganar a população”. Para ele, é incorreto dizer que o desemprego cresce quando mais pessoas procuram vagas com a melhora da economia. ECONOMIA / PÁG. B7

Caoa fecha acordo para comprar fábrica da Ford - A Caoa deve assumir as operações da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP). O grupo brasileiro assinou acordo para a compra da unidade e manterá apenas a produção de caminhões, que serão feitos sob licença da Ford. ECONOMIA / PÁG. B11

Falência de gráfica leva incerteza a Enem

Joice Hasselmann é cotada para o Planalto DIRETO DA FONTE / PÁG. C2

Corrupção trava economia - Para participantes de debate no Estado, a corrupção traz impactos negativos para a economia. A economista Maria Cristina Pinotti diz que, sem o combate à corrupção, “a economia vai continuar tendo voos de galinha até o fim da vida”. PÁG. A6

Palestinos criticam - O Hamas, movimento palestino que controla a Faixa de Gaza, condenou a visita. Em Brasília, o embaixador palestino, Ibrahim Alzeben, negou que o Brasil seja inimigo. PÁG. A10

ELIANE CANTANHÊDE - O Brasil assiste à guerra entre “olavetes” e militares sem que o presidente arbitre. POLÍTICA / PÁG. A8

ANA CARLA ABRÃO - Estamos cobrando resiliência infinita e injusta de uma parcela da população. ECONOMIA / PÁG. B4

NOTAS & INFORMAÇÕES

A confiança derrete e caem as expectativas de crescimento, enquanto o governo tropeça e o presidente se distancia das negociações com o Congresso. PÁG. A3

Infraestrutura vergonhosa - A área com pior infraestrutura no País é o saneamento básico. PÁG. A3

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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro minimiza atrito com palestinos

Presidente afirma ser ‘direito deles’ criticar escritório em Jerusalém, mas defende respeito à soberania de Israel

Em uma tentativa de atenuar a reação de autoridades palestinas ao anúncio de um escritório comercial do Brasil em Jerusalém, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse ontem que é “direito deles” se queixar. “Não pretendo ter atrito com ninguém no mundo.” Ele reafirmou, porém, que os israelenses são soberanos para escolher a cidade como sua capital. Apesar de o escritório ter sido visto como um recuo, manteve o compromisso, até o fim do mandato, de transferir para Jerusalém a embaixada brasileira, hoje em Tel Aviv. No segundo dia da viagem a Israel, Bolsonaro causou nova polêmica por ter incluído na agenda oficial ida ao Muro das Lamentações, em área que a ONU considera ocupada pelo governo israelense —líderes, em geral, fazem visita privada. Ele estava acompanhado pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Foi a primeira vez que o premiê visitou o local junto com outro chefe de Estado. Bolsonaro cancelou encontro com a comunidade brasileira, por dúvida quanto à segurança, e cogita antecipar sua volta. Mundo A8

Para embaixador, elo com Israel não pode ferir Palestina - Embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Alzeben disse que o aceno de Jair Bolsonaro a Israel não pode se dar “à custa do Estado da Palestina”. Ele negou ter sido chamado para consultas após o anúncio do escritório em Jerusalém e defendeu a solução pelo diálogo. Mundo A8

‘Nova política’ se esgotou, diz líder de bloco na Câmara - Líder de bloco de 15 partidos, com mais de 300 deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) diz que a “nova política” se esgotou na campanha e que é preciso que Jair Bolsonaro (PSL) trabalhe com o Congresso. O parlamentar defende ainda que a Casa se proteja de extremismos. Poder A7

Parlamentares estudam desidratar Previdência na CCJ - Dirigentes de partidos articulam mudanças no texto da reforma já na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), primeira etapa da proposta no Congresso. Há um consenso no grupo de que todas as regras para aposentadorias e pensões têm que permanecer na Constituição. Mercado A11

Paulo Preto declara R$ 137 mi em quatro contas na Suíça- Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e apontado como operador de recursos ilícitos do PSDB, reconheceu diante da Receita Federal que é o dono de quatro contas na Suíça cujos saldos somam R$ 137,4 milhões. Com a admissão ele tenta se livrar da acusação de crime fiscal e afastar suspeita sobre outros tucanos. Poder A4

TSE exclui de ação empresário ligado a disparos anti-PT - Considerado peça-chave na investigação sobre o impulsionamento de mensagens contra o PT pelo WhatsApp nas eleições, dono de agência foi excluído de processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) porque não foi localizado pela Justiça. Poder A5

HÉLIO SCHWARTSMAN : Nova direita cria problemas desnecessários - Se Bolsonaro tivesse consultado um especialista ou estudado ele mesmo a matéria por 20 minutos antes de fazer a promessa de transferir a embaixada, teria notado que os ganhos potenciais não compensavam os riscos. Opinião A2

Gráfica que imprime Enem vai à falência e deixa exame em risco B2

EDITORIAL - Melhor o recuo - Sobre abertura de escritório do Brasil em Jerusalém.

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segunda-feira, 1 de abril de 2019

01 de abril de 2019


 Folha de S. Paulo joga a toalha e diz no editorial que “a incerteza política contribui para queda geral da confiança e abandono de previsões de recuperação da renda e do emprego neste ano. Mudança nas aposentadorias não poderá, sozinha, tirar o país do atoleiro. A superação do ciclo recessivo que durou de 2014 a 2016, a mais lenta da história, permanece sem trilha segura. Abaixo, resumo das notícias do dia:
01 de abril de 2019
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O Globo

Manchete: Escritório em Jerusalém frustra Israel e gera reação de palestinos - No primeiro dia de viagem ao Oriente Médio, Jair Bolsonaro recua de transferência de embaixada.

Em sua primeira viagem oficial a Israel, Jair Bolsonaro deixou insatisfeitos o premier do país, Benjamin Netanyahu, e também a Autoridade Palestina, que convocou de volta seu embaixador no Brasil para “consultas”. Apesar de não ter cumprido promessa de campanha de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o presidente anunciou abertura de um escritório de representação na cidade, disputada por palestinos e israelenses como sua capital. A mudança da embaixada, porém, ainda não foi descartada pelo brasileiro. (PÁGINA 27)

Planalto divulga vídeo que exalta Golpe de 1964 - No aniversário do Golpe de 1964, o Palácio do Planalto compartilhou ontem um vídeo segundo o qual o Exército, naquela ocasião, “salvou” o Brasil. O material foi encaminhado a jornalistas, via aplicativo de celular, por um telefone da Secretaria de Comunicação da Presidência. (PÁGINA 6)

Na contramão do país, taxa de assassinatos cai em 9 estados - Em nove estados, investimentos em inteligência e integração das polícias levaram à redução da taxa de homicídios. (PÁGINA 4)

MORTE DE MARIELLE - Delegado diz que sua saída do caso foi ‘natural’ (PÁGINA 8)

Norueguesa ‘low cost’ deve ajudar a reduzir tarifas - A Norwegian fez seu primeiro voo ontem, reforçando o time das aéreas de baixo custo no Brasil — a chilena Sky opera desde novembro —, o que aumenta a expectativa de queda nos preços de passagens. As tarifas da norueguesa são, em média, 45% mais baratas que as de concorrentes na rota Rio-Londres. (PÁGINA 21)

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O Estado de S. Paulo

 

Manchete: Governo ainda não aprovou projeto próprio na Câmara - Em meio a clima hostil, Executivo enviou 16 propostas e medidas provisórias, que tramitam em ritmo lento.

Nenhum dos 16 projetos e medidas provisórias enviados pelo governo Bolsonaro para o Congresso foi aprovado em quase cem dias de gestão. Todos tramitam em ritmo lento e, dos que estão na Câmara, apenas a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência tem relator, nomeado duas semanas após chegar à Casa. Em meio a um ambiente hostil ao governo, a MP que modifica a estrutura dos ministérios, por exemplo, foi enviada à Câmara em janeiro, recebeu 539 emendas e ainda não tem relator – o texto tem de ser votado até 3 de junho, caso contrário, estruturas como a do Ministério da Economia, que aglutinou três pastas, terão de ser desmontadas. Para tentar driblar a paralisia, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, conseguiu, após acordo com Rodrigo Maia (DEM-RJ), que o pacote anticrime tramitasse paralelamente no Senado. POLÍTICA / PÁG. A4

Saneamento só deve chegar a todo o País após 2060 - O Brasil investe, em média, R$ 10 bilhões por ano em saneamento básico, menos da metade do previsto para chegar a 2033 com 100% de cobertura de água e esgoto, como prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico. No ritmo atual, dificilmente a universalização será atingida até 2060. Hoje, 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto. Caso da tia e da avó de Michelle Bolsonaro, que vivem na favela Sol Nascente, no DF.
ECONOMIA / PÁG. B1

Bolsonaro vai definir dois novos ministros para o TSE - Alvo de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro vai ter de escolher dois novos ministros para a Corte. Os mandatos de Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira se encerram, respectivamente, em 27 de abril e 9 de maio. As escolhas têm importância porque tramitam na Justiça Eleitoral oito processos que apuram supostas irregularidades na campanha do então candidato do PSL ao Palácio do Planalto.POLÍTICA / PÁG. A7

Palestina reage a escritório em Jerusalém - Bolsonaro confirmou, em encontro com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, a criação de escritório de negócios em Jerusalém – a mudança da embaixada, por ora, está descartada. A Autoridade Palestina condenou a ação, chamada de “violação flagrante ao povo palestino”, e vai consultar embaixador no Brasil. PÁG. A10

Planalto distribui vídeo em defesa do golpe - O Palácio do Planalto distribuiu ontem vídeo de dois minutos, sem autoria, em defesa do golpe militar de 1964. “O Exército nos salvou, não há como negar”, diz o apresentador da peça. O Planalto não comentou, mas confirmou que o material foi distribuído por seu canal oficial no WhatsApp. Ontem, houve atos em dez capitais e no Distrito Federal contra e em defesa do golpe, que completou 55 anos. PÁG. A6

Governo federal cancela instalação de radares (Metrópole / Pág. A13)

CIDA DAMASCO - Balança a união do presidente e seus apoiadores. A chave do reequilíbrio é a economia. ECONOMIA / PÁG. B7

Notas & Informações

O descaramento dos partidos - Anistiar as sanções aplicadas pela Justiça Eleitoral e pela Receita Federal aos partidos políticos é nada menos do que aplicar um duplo golpe nos cidadãos. PÁG. A3


Incompetência e descaso - O progresso científico e seus benefícios para a saúde da população esbarram na incúria do poder público. PÁG. A3

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Folha de S. Paulo

Manchete: Reforma garante privilégio para policiais e carcereiros - Base eleitoral de Bolsonaro, servidores terão direito a aposentadoria integral.

A reforma da Previdência recupera privilégios para grupos integrantes da base eleitoral do presidente: policiais civis e federais, além de agentes penitenciários e socioeducativos. Pelo texto, terão direito a aposentadoria integral. Esses servidores poderão se aposentar com o valor igual ao do salário recebido no último cargo, mesmo que tenham ingressado no setor público depois de dezembro de 2003. Naquela data, a aposentadoria do funcionalismo passou a ser calculada pela média dos salários recebidos.

A diferença no valor pode chegar ao dobro, segundo estimativa. Além da aposentadoria integral, os reajustes terão paridade com os dos servidores da ativa. Para o funcionalismo público em geral, a reforma só prevê tais benefícios aos homens que atingirem 65 anos e às mulheres de 62 anos. Para isso, têm também de ter entrado até o fim de 2003. A razão do benefício não é explicada pelo governo. A Secretaria da Previdência afirmou apenas que manteve no texto o acordo feito na negociação da versão anterior da reforma, feita no governo de Michel Temer (MDB) em 2017. (Mercado A16)

Brasil frustra Israel e só terá um escritório em Jerusalém - Como já era esperado, Jair Bolsonaro recuou da mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Ele havia prometido o gesto, que na prática reconheceria a cidade como capital israelense, durante a campanha e também para o premiê Binyamin Netanyahu. Em seu primeiro dia de visita a Israel, Bolsonaro anunciou apenas um escritório comercial na cidade. “Eu gostaria de acreditar que esse é o primeiro passo para a abertura de uma embaixada”, disse Netanyahu, que contava com o anúncio para sua campanha eleitoral. O recuo ocorreu após a pressão de países muçulmanos importadores de carne, que consideram Jerusalém a capital da Palestina. A possibilidade de haver um boicote assustou o agronegócio brasileiro. (Mundo All)

ENTREVISTA DA 2a - PAULO SKAF- Nova política deve aceitar o diálogo entre os Poderes. Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a chamada nova política defendida por Jair Bolsonaro não pode significar ausência de diálogo entre os Poderes. Na semana passada, Planalto e Câmara entraram em choque. “O único regime que aceitamos é a democracia, que pressupõe política e políticos”, diz. (A14)

Planalto divulga vídeo com elogio à ação dos militares em 64 (Poder A6)

Manifestações contra e a favor do golpe têm confrontos (Poder A6)

55 anos do golpe - Fernando Haddad - É preciso chamar horror pelo nome (Opinião A3)

Castello Branco - Exército atendeu a apelo do povo - Para falar de 64, é preciso contextualização histórica. As novas gerações devem entender que havia uma guerra (Opinião A3)

Análise - Igor Gielow - Para agradar aliados, presidente cria uma verdadeira jabuticaba diplomática (Mundo A12)

Contra abuso, farda da PM de São Paulo terá câmera - A PM paulista iniciou a implantação de um sistema de câmeras que serão acopladas ao ombro do uniforme dos policiais. O projeto inicial de R$ 5 milhões visa coibir abusos por parte de agentes e aumentar a qualidade das provas usadas em processos judiciais. (Cotidiano B1)

Editoriais

Talvez em 2020 - Sobre expectativas para a retomada da economia (A2).
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Editorial da Folha na íntegra:

Talvez em 2020

Incerteza política contribui para queda geral da confiança e abandono de previsões de recuperação mais robusta da renda e do emprego neste ano

Com o desempenho aquém do esperado da economia nos últimos meses, as expectativas de uma retomada robusta do crescimento começam a ser adiadas para o segundo semestre, ou mesmo para 2020.

Passado o primeiro trimestre, os cenários mais otimistas não se confirmaram. Houve recuo na confiança de quase todos os setores. Os dados coletados pela Fundação Getúlio Vargas referentes a indústria, comércio, construção e serviços mostram reversão de quase toda a alta observada no final de 2018, após a eleição.

Embora muitas empresas sinalizem disposição de investir, poucas tomarão riscos antes da votação da reforma da Previdência, tida como fundamental não apenas para o equilíbrio orçamentário mas sobretudo, de imediato, para indicar a capacidade do governo Jair Bolsonaro (PSL) de prosseguir na agenda de mudanças necessárias para alavancar a produtividade.

Por ora, a percepção de inoperância política do governo cobra seu preço, e planos de expansão vão sendo adiados.

Até existem setores em que se nota um maior interesse de investidores, como a infraestrutura. Mostraram-se promissores, nesse sentido, os leilões de aeroportos, terminais portuários e, agora, de um trecho que completará o traçado da Ferrovia Norte-Sul.

Espera-se, da mesma forma, sucesso na cessão onerosa do pré-sal, que pode atrair uma avalanche de recursos. Mas, como é natural nesses casos, os programas têm maturação de longo prazo e os resultados devem ser graduais, com impacto medido em anos, não meses.

Enquanto isso, não há boas notícias no mercado de trabalho. O número de desocupados, após breve redução no ano passado, voltou a superar 13 milhões. Os indicadores mais amplos de subemprego são ainda piores — nada menos que 27,9 milhões de pessoas se encontram em situação considerada de desalento ou precariedade.

Com a inflação abaixo das metas do Banco Central, o quadro seria propício para que os juros, hoje em 6,5% ao ano, caíssem ainda mais e o quanto antes — os obstáculos para tal estão justamente nas incertezas políticas.

A verdade é que nem mesmo a imprescindível mudança nas aposentadorias poderá, sozinha, tirar o país do atoleiro. A superação do ciclo recessivo que durou de 2014 a 2016, a mais lenta da história, permanece sem uma trilha segura.

O esgotamento das finanças do governo impede a mobilização de recursos públicos para investimentos. O setor privado terá de se reinventar em um mundo que passa por acelerada transformação.

Boa parte dos empregos destruídos nos últimos anos dificilmente voltará. Outros precisarão surgir.
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